Capital de giro: Qual sua importância para as empresas?

por Equipe de conteúdo

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O capital de giro é um daqueles temas empresariais que todo empreendedor deve dominar.

Sua importância para o negócio é imprescindível, afinal trata-se dos recursos financeiros essenciais para a empresa manter suas atividades.

As empresas mais bem sucedidas dominam de forma brilhante a gestão do capital de giro, em contrapartida outras acabam se descuidando e se veem em sérios apuros.

Quer saber mais sobre a importância do capital de giro? Acompanhe a gente nesse artigo.

Capital de giro: O que é?

Todas as empresas precisam dele, desde as micro até as multinacionais.

Num conceito bem simples o capital de giro é um montante de recursos financeiros que a empresa deve manter para pagar suas despesas do dia-a-dia.

Toda empresa tem custos e despesas que devem ser honrados para manter suas operações.

Desde o custo da matéria prima (fornecedores) passando por despesas operacionais como aluguel, energia elétrica, internet, folha de pagamento dos funcionários entre outras.

Ele é a reserva financeira que a empresa precisa manter em caixa para pagar essas despesas no intervalo em que aguarda receber de seus clientes.

Enfim, uma empresa só pode se manter, produzir, prestar serviços e atender seus clientes à base desses desembolsos, logo podemos usar uma metáfora para o capital de giro em que ele é o “oxigênio” que mantém a empresa viva.

Exemplos de uso do capital de giro

Inicialmente o capital de giro é formado pelo aporte inicial dos sócios, o “capital inicial” quando a empresa é fundada, mas com o tempo e a maturidade do negócio ele é alimentado pelas vendas.

Em geral é muito, muito comum, que a maior parte das empresas paguem seus fornecedores num prazo mais curto do que o prazo praticado nas vendas aos seus clientes.

Por exemplo, compra-se a mercadoria do fornecedor para pagar em 2 vezes (30 e 60 dias), mas vende-a para o cliente para receber em 4 vezes (o famoso 30, 60, 90 e 120 dias).

Isso significa que a empresa tem que honrar com recursos próprio a compra em 2 meses, mas levará 4 meses para receber a venda.

Existe ai uma lacuna de 2 meses que terá que ser coberta de alguma forma, afinal nesse intervalo as despesas operacionais que mencionamos antes terão de ser pagas, bem como o próprio fornecedor de quem a compra foi feita.

A empresa usa então de suas reservas (o capital de giro em si) para quitá-las.

Entende como essa reserva é vital?

A grosso modo seria o mesmo que uma poupança que uma pessoa física faz para superar tempos de adversidades.

Outro exemplo relevante do uso do capital de giro são as empresas que enfrentam sazonalidade nas vendas.

Empresas que tem o pico de vendas no verão, mas passam os meses mais frios com a vendas em baixa são exemplos.

Para essas, o capital de giro é praticamente uma questão de vida ou morte pois há casos em que as vendas podem despencar 90% fora da temporada.

Riscos para as empresas que não mantém um controle financeiro eficaz

Para se manter aberta uma empresa enfrenta muitos desafios: Possuir produtos e serviços de qualidade, prestar um bom atendimento aos clientes, manter a saúde financeira e muitos outros.

Como nosso artigo tem o foco no aspecto financeiro da operação, vamos analisar os riscos que as empresas descontroladas podem sofrer.

Se a empresa descuida de sua gestão financeira, tendo um ou mais de um destes comportamentos, tais como:

• Pagar fornecedores em prazos muito curtos, mas sem desconto.
• Praticar vendas com prazos muito longos.
• Ter uma carteira grande de clientes inadimplentes.
• Manter custos fixos muito altos.
• Praticar margens de lucro muito baixas.
• Fazer grandes investimentos sem planejamento (como uma reforma por exemplo).

É quase certo que passará por dificuldades.

Essas práticas, isoladas ou em conjunto, drenam a rentabilidade e o capital de giro do negócio.

Para analisar quão grave seria isso podemos imaginar 3 cenários hipotéticos, como por exemplo uma queda abrupta nas vendas, um aumento radical dos custos de matéria prima ou um grave incidente (um incêndio ou uma enchente), poderiam colocar a empresa numa situação difícil tal que poderia mesmo decretar sua falência.

Logo o empresário deve manter uma postura de vigilância constante em relação ao controle financeiro da empresa, e o capital de giro é um dos componentes principais nessa gestão.

Reflexos positivos da sobra e aspectos negativos da falta dele

A abundância e a escassez são eventos que acompanham os seres humanos ao longo de sua historia.

No cenário empresarial isso também acontece com o capital de giro.

Analisando os aspectos positivos de uma boa sobra de reservas podemos elencar:

• Obtenção de descontos nas compras à vista de mercadorias e matérias primas juntos aos fornecedores.
• Rendimento de juros em aplicações financeiras do dinheiro excedente.
• Pagamento de salários, despesas e impostos em dia.
• Bom score de crédito junto aos bancos.
• Boa reputação entre os fornecedores, funcionários e parceiros em geral.

Do lado oposto as empresas com falta de reservas “penam” na condução do negócio, sofrendo de:

• Pagamento de juros por atraso nas contas.
• Negativação em órgãos de crédito e governo.
• Pagamento de preços mais caros junto aos fornecedores devido ao mau histórico.
• Pagamento de salários e contas atrasadas.
• Score de crédito bancário ruim.
• Má reputação na praça.

Financiar o capital de giro não é uma boa ideia

Num caso de extrema necessidade a empresa pode até recorrer ao financiamento do capital de giro, mas essa prática feita reiteradamente pode decretar o fim de uma empresa.

Analise bem, os bancos cobram taxas de 2%, 3% ou mais ao mês.

A curto prazo pode ser até saudável, pois ajuda a oxigenar o caixa da empresa em momentos de crescimento e aceleração do negócio, mas a longo prazo isso reduz a lucratividade da empresa.

Viver na dependência de financiamento bancário do capital de giro é uma fórmula que tende a matar a empresa em pouco tempo.

Como acompanhar e controlar o capital de giro?

A empresa deve fazer uso de um software de gestão (ERP) para manter o controle rígido de suas finanças.

Um software ERP facilita essa atividade, pois processa as contas a pagar, diretamente através das entradas de mercadorias, processa as contas a receber, diretamente através das vendas e processa as reservas, através dos saldos de caixa e bancos.

Além disso um bom software ERP fornece um módulo de fluxo de caixa onde a empresa pode projetar seus recebimentos e pagamentos a médio prazo (um ano por exemplo) o que permite ao

empreendedor analisar um horizonte mais longo do seu negócio.

Enfim o uso de um sistema ERP aliado a um módulo de fluxo de caixa permite dar mais previsibilidade à operação.

Como reduzir a necessidade de capital de giro?

As formas mais diretas de redução da necessidade de capital de giro são negociar prazos maiores com fornecedores, bem como obter descontos nas compras; reduzir o prazo dos parcelamentos nas vendas a crediário para clientes e manter os custos fixos baixos.

Essas três medidas se tomadas em conjunto conseguirão dar muito mais fôlego financeiro à empresa.

E sua empresa, como vem conduzindo a politica de capital de giro?

Lembre-se, com as finanças empresariais todo cuidado é pouco, mantenha uma postura de vigilância constante, faça uso de boas ferramentas de gestão, cultive bem a sua equipe e você verá sua

empresa crescendo constantemente.

Gostou dessas dicas?

Esperamos que sim, fique ligado em nosso blog que regularmente publicamos conteúdos de interesse da segurança digital e boas práticas de gestão para as empresas.

Obrigado pela leitura e até mais!

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