“Traga o seu dispositivo”, BYOD é desafio para empresas brasileiras

por Equipe de conteúdo

BYOD Unimake

Empresas brasileiras ainda não estão preparadas para adoção do BYOD

As companhias brasileiras ainda se mostram relutantes em investir em projetos voltados à consumerização. Uma pesquisa sobre mobilidade no ambiente corporativo feita pela IDC Brasil junto a 261 empresas indica que a maioria dos respondentes (61%) considera o quesito “segurança” como a principal barreira para permissão ou incentivo a políticas BYOD (Bring your own device).

Ao mesmo tempo, poucas organizações se mostraram aptas para o desenvolvimento ou compra de soluções de MDM (Mobile Device Management) ou MEM (Mobile Enterprise Managment), a fim de garantir segurança das informações. Apenas 5% das respondentes afirmaram que contam com tecnologia dedicada ao tema.

“Os mercados ainda estão carentes de soluções de MDM. A adoção ainda está começando, seja para devices corporativos seja para BYOD”, pontua Pietro Delai, gerente de pesquisa e consultoria da IDC Brasil.

Durante a 5ª edição do Premier 100 IT Leaders Conference, evento promovido pela Computerworld Brasil, que acontece nesta semana em Punta del Este, o especialista aponta que atualmente 16,8% das empresas fornecem dispositivos móveis para seus funcionários, sendo a maioria deles smartphones.

A tendência, observa, é que as companhias comecem a adotar novas estratégias em segurança para incentivo para que funcionários tragam seus próprios dispositivos para o ambiente de trabalho.

No entanto, a baixa adoção de MDM e MEM indica que é preciso um processo de educação do próprio mercado corporativo brasileiro tanto em questão de segurança quanto aspectos que dizem respeito à própria valorização da mobilidade.

“O objetivo de aumentar a mobilidade é aumentar a produtividade. E o desafio é mostrar e agregar valor no uso de dispositivos móveis”, acredita o consultor.

Segundo a pesquisa da IDC, dispositivos móveis ainda têm seu potencial pouco explorado no mercado corporativo. O levantamento revela que 82% dos executivos usam o aparelho da empresa mais para acessar internet e e-mail.

Soluções em plataformas de colaboração, por exemplo, ainda são tímidas. Apenas 19% das empresas disseram que contam com aplicações nessa direção.

“Essas aplicações são primárias. E são as que mais estão em uso. Apenas 28% das corporações mostraram que têm aplicativos mais sofisticados disponíveis para seus colaboradores”, destaca Delai.

Para ele, o que falta é levar o payback de investimentos de mobilidade para as empresas. “Temos várias aplicações que poderiam mudar os processos dentro das corporações, que proporcionaram agilidade e produtividade, que não estão sendo aproveitadas”, critica.

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