Pagamento de boletos vencidos em qualquer banco entra em fase decisiva de testes

por marcese

Por enquanto, a novidade só está disponível para os boletos de valor igual ou superior a R$ 50 mil. O valor mínimo será reduzido para R$ 2 mil em 11 de setembro.

Desde 10 de julho boletos vencidos podem ser pagos em qualquer banco. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) começa a adotar, de forma escalonada, uma plataforma de cobrança que permite a quitação de boletos em atraso em qualquer agência bancária.

Por enquanto, a novidade só estará disponível para os boletos de valor igual ou superior a R$ 50 mil.

O valor mínimo será reduzido para R$ 2 mil em 11 de setembro, R$ 500 em 9 de outubro e R$ 200 em 13 de novembro. A partir de 11 de dezembro, boletos vencidos de todos os valores passarão a ser aceitos em qualquer banco.

A nova plataforma de cobrança permitirá a identificação do Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) do pagador, o que facilitará o rastreamento de pagamentos.

Ao quitar o boleto, o próprio sistema verificará as informações. Se os dados do boleto coincidirem com os da plataforma, a operação é validada. Caso haja divergência nas informações, o pagamento só poderá ser feito no banco de origem da operação.

Conforme as datas de adoção da nova plataforma e as faixas de valores, os bancos deixarão de aceitar boletos sem o CPF ou o CNPJ do pagador. Os clientes sem esses dados serão contatados pelos bancos para refazerem os boletos.

De acordo com a Febraban, o atual sistema de cobrança funciona há mais de 20 anos e precisava ser atualizado.

A previsão inicial era que o novo sistema entrasse em vigor em março para valores acima de R$ 50 mil, mas teve que ser adiada para este mês.

Segundo a Febraban, o adiamento foi necessário para garantir a alimentação da plataforma de cobrança por todas as instituições financeiras.

Fonte: http://www.dcomercio.com.br/categoria/leis_e_tributos/boleto_vencido_agora_pode_ser_pago_em_qualquer_banco

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As 10 coisas mais perigosas que você pode fazer na internet

por marcese

Esta matéria é original de 2011, mas foi reeditada em janeiro de 2017.

A internet conecta milhões de pessoas, isso não é novidade. E desses milhões, há muitos que estão apenas procurando por computadores vulneráveis a ataques. O pior é que grande parte deles não são feitos de maneira direta pelos crackers, mas porque usuários acessam links maliciosos e abrem as portas para invasões.

Além disso, há diversos outros hábitos, muito comuns, que fazem com que os computadores fiquem abertos a ataques. Confira alguns dos erros mais frequentes que a maioria dos usuários cometem e também saiba como evitar os riscos que atrapalhem a sua estadia na internet.

1. “Manter-me conectado”

Serviços de email e redes sociais possuem a opção “Manter-me conectado” para que os usuários não precisem digitar seus logins e senhas a cada vez que desejarem acessar suas contas. Isso pode ser muito útil para qualquer pessoa que não divida o computador, mas, quando isso é feito em computadores públicos, o perigo é grande.

Computadores de lan-houses e universidades são utilizados por muitas pessoas em períodos curtos. A qualquer momento pode surgir um usuário que, ao perceber que algum serviço já está logado, altera dados e insere informações caluniosas sobre a vítima, que só vai perceber os danos muito mais tarde.

Métodos de proteção

O modo mais básico para se proteger desse tipo de invasores é evitando marcar as caixas de seleção com dizeres similares a “Manter-me conectado” ou “Keep me logged in” (para sites em inglês). Mas também é importante que, ao final das sessões de utilização, cada usuário clique sobre os botões de saída do sistema.

Outra opção bastante recomendada é apagar o histórico e os cookies do navegador. Para isso, confira neste artigo as dicas que o TecMundo preparou. Por fim, ainda há a possibilidade de utilizar as janelas privadas dos navegadores. Dessa maneira, não são salvos endereços, cookies, histórico ou sessões iniciadas por qualquer usuário. Também é de suma importância que, em hipótese alguma, as senhas digitadas no computador sejam salvas.

2. Não atualizar aplicativos

Programas vitais para o funcionamento do computador não podem ser deixados de lado na hora de realizar as atualizações. Sistema operacional e aplicativos com comunicação a servidores online (Adobe Flash, Adobe Reader e Java, por exemplo) podem ser verdadeiras portas de entrada para pragas virtuais.

Atualizações, por menores que sejam, são muito importantes para corrigir possíveis falhas estruturais que deixam os aplicativos vulneráveis, e não as efetuar, consequentemente, pode prejudicar os computadores.

Métodos de proteção

É muito simples se livrar desse tipo de ameaça: permitindo que os programas sejam atualizados sempre que surgirem pacotes de correções. Desse modo, dificilmente alguma brecha será aberta para que usuários mal-intencionados roubem suas informações ou danifiquem o seu sistema operacional.

Interessante também configurar todos os programas para que as atualizações sejam buscadas automaticamente. Assim não há riscos de os usuários se esquecerem de procurar atualizações, e o sistema será mantido com o máximo de segurança possível.

3. Procurar “escapulidas” de famosos

É difícil encontrar um usuário que nunca tenha se deparado com informações sobre traições de seus artistas favoritos ou supostas gravações de vídeos adultos que fizeram com seus namorados, que prometeram “nunca mostrar para ninguém” e assim por diante. Muitos usuários mal-intencionados se aproveitam dessa curiosidade para espalhar vírus e outras pragas para o mundo.

Infectando uma enorme quantidade de computadores, é muito provável que senhas de cartões de crédito, listas de emails e outros dados que podem ser utilizados para causar danos sejam roubados.

Métodos de proteção

Não há uma dica mais certa do que: “Tome cuidado!”, pois 99% dos links que prometem vídeos comprometedores de artistas são apenas iscas para infectar computadores de usuários desavisados. Não clique nos links enviados por email, muito menos em resultados de sites desconhecidos que são mostrados no Google.

Se sua curiosidade for maior que a necessidade de manter o computador livre de problemas, a possibilidade mais indicada (e ainda assim, pouco recomendada) é a utilização de agregadores confiáveis para buscar os conteúdos.

4. Baixar filmes e softwares ilegais

Muitos veem na pirataria uma saída para gastos com programas de computador, jogos e filmes. O problema é que (além de desrespeitar as leis de direitos autorais) muitas dessas fontes oferecem os mesmos riscos que o caso anterior.

Sites maliciosos são criados para atrair usuários em busca de licenças e softwares piratas e “fazem a festa” com as portas que são abertas. Ao “clicar para baixar”, os usuários também estão “clicando para infectar”, “clicando para permitir o acesso de crackers”, ou seja, deixando o computador vulnerável.

Métodos de proteção

Não baixe pirataria, essa é a grande dica para qualquer usuário. Além de correr muitos riscos de infecção no seu computador, ao baixar e instalar programas ilegais, você também estará deixando de incentivar a criação de novos softwares e infringindo leis de direitos autorais.

5. Procura por conteúdo adulto

Desde que a internet chegou aos computadores pessoais, sites de conteúdo adulto começaram a surgir e a se multiplicar de maneira exponencial. Logo chegaram os crackers e se aproveitaram dessa enorme demanda por conteúdo adulto para criar o império dos links maliciosos e das propagandas ilegais.

Não são raros os popups com técnicas e produtos para melhorar o desempenho sexual, propostas para cadastros em redes sociais apenas para maiores de idade e muitas outras opções que completam uma enorme gama de possibilidades.

Isso acontece porque essa busca é inerente ao ser humano. Desde que há (e enquanto houver) internet, vai existir procura por materiais do gênero. Um prato-cheio para desenvolvedores maliciosos, que conseguem infectar um número enorme de computadores em pouquíssimo tempo.

Métodos de proteção

Muitos antivírus possuem sistemas de proteção ativa, realizando varreduras em links antes de os usuários acessá-los. Utilizando esse tipo de recurso, é possível saber se as páginas oferecem riscos ou são confiáveis, mas este não é o único modo de se proteger.

Outro conselho que podemos dar é: “Sempre desconfie de conteúdo adulto gratuito na internet”. Caso queira muito acessar fotos e vídeos do gênero, converse com seus amigos para que lhe indiquem algum endereço confiável, sempre buscando links que ofereçam o menor risco possível.

6. Jogos online e armadilhas escondidas

Além dos riscos oferecidos pelos jogos piratas disponibilizados na internet, baixar os gratuitos também pode ser um problema. Isso porque alguns não são realmente gratuitos, mas são anunciados como tal para atrair usuários.

Jogos de redes sociais (como o Facebook) oferecem perigos diferentes. Apesar de serem bastante vedados em relação à segurança, muitos deixam brechas para que crackers criem anúncios falsos com promessas de produtos grátis em links maliciosos.

Métodos de proteção

Assim como a grande maioria das dicas apresentadas neste artigo, para evitar as contaminações nesse tipo de caso, é necessário não clicar sobre os links disponíveis nos websites. Dificilmente as empresas que desenvolvem jogos para redes sociais disponibilizam recursos gratuitos para seus usuários.

Em casos raros em que isso acontece, são emitidos avisos diretamente na interface do jogo; nunca são enviados emails ou recados para as páginas dos jogadores.

7. Não cuidar da privacidade em redes sociais

Facebook e Instagram permitem que seus usuários enviem uma grande quantidade de fotos para os servidores, garantindo que possam ser mostradas suas viagens, festas e tantas outras ocasiões. Quem sabe se prevenir altera as configurações para permitir que apenas amigos próximos possam ter acesso a essas imagens.

O problema é que grande parte dos usuários não sabe realizar esse tipo de modificação e acaba deixando tudo à mostra para qualquer um. Isso facilita que outras pessoas roubem suas fotos e informações, criando perfis falsos e realizando montagens maldosas com as imagens obtidas, o que pode causar danos morais muito sérios às vítimas.

Métodos de proteção

Há várias formas de proteger sua privacidade nas redes sociais, impedindo que usuários desconhecidos visualizem suas fotos e obtenham informações sobre seus interesses. No Facebook, o processo é bem simples — clique aqui para acessar as dicas do TecMundo.

8. Acessar redes WiFi desconhecidas

Precisando acessar seu email e está sem 4G/3G? Verificou a lista de redes WiFi disponíveis e encontrou várias sem proteção? Então tome muito cuidado, pois nem todas as redes ficam liberadas porque os administradores são “bonzinhos”. Não é raro encontrar redes sem proteção criadas por quem quer apenas roubar dados.

Como tudo o que você digita passa pelo modem, não é difícil fazer com que seus movimentos sejam registrados em um log de utilização. Assim, podem ser capturados endereços de email, senhas, códigos de acesso a serviços diversos e números do cartão de crédito, por exemplo.

Métodos de proteção

Sempre que estiver em um local que disponibilize o acesso a redes sem fio, certifique-se de que a que você acessar é a oficial do estabelecimento. Shoppings e hotéis podem estar no raio de alcance de redes particulares com nomes modificados para enganar os usuários e roubar informações.

Confirme com os administradores do local qual é a rede certa para acessar. Outra dica é evitar ao máximo qualquer rede particular que esteja sem proteção. Desse modo, muitos transtornos podem ser evitados. Lembre-se de não permitir o compartilhamento de arquivos quando estiver em redes públicas.

9. Mesma senha para tudo

Email, Facebook, Instagram e Spotify. Todos os seus perfis possuem a mesma senha de acesso? Se sim, você está correndo um grande risco. Caso você tenha uma senha roubada, o ladrão poderá acessar todas as suas informações de uma só vez, conseguindo invadir suas contas em qualquer local onde você esteja cadastrado.

Métodos de proteção

Um bom modo de se proteger é criando uma senha para cada serviço acessado ou então uma para cada tipo de serviço. Redes sociais ganham um código, contas de email ganham outro e cadastros em jogos online, por exemplo, utilizam uma terceira senha. Outra forma é criando uma senha-mestra em seu navegador.

10. Clique para ganhar um iPad

Parece brincadeira, mas ainda existem muitos banners falsos na internet. “Você é nosso visitante 1.000.000.000! Clique aqui e ganhe um iPad, um Playstation 4 e um Boeing”. Infelizmente não é tão fácil assim ganhar um prêmio, portanto tome muito cuidado com os links, pois muitos deles são apenas atalhos para sites maliciosos.
Métodos de proteção

Sabe aquela expressão: “Isso é bom demais para ser verdade!”? Bem, geralmente é mesmo. Por isso não clique em nada que prometa algo muito bom para qualquer pessoa. Essa é a única forma de se livrar das pragas que podem tentar invadir seu computador em sites diversos ao redor do mundo virtual.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br/seguranca/7528-as-coisas-mais-perigosas-que-voce-pode-fazer-na-internet.htm

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Brasileiros aceleram adoção do Bitcoin

por marcese

O número de brasileiros que usam moedas virtuais pode chegar a um milhão até o fim do ano. Essa é a estimativa do diretor-executivo da FlowBTC, uma plataforma de negociação de moedas digitais, Marcelo Miranda. Ele participou, nesta quarta-feira,5, da primeira audiência pública promovida pela comissão especial que analisa o assunto.

Segundo Miranda, hoje entre 200 mil e 250 mil pessoas têm ou já tiveram moedas virtuais no Brasil. “Esse volume está crescendo bastante e a gente estima que até o final desse ano pode beirar um milhão de pessoas que têm bitcoin ou tem uma carteira de bitcoin”.

Essas transações financeiras virtuais são complexas e, apesar do número expressivo de participantes, não têm nenhuma regulamentação no Brasil.

A comissão especial analisa um projeto do deputados Aureo (SD-RJ) que submete o uso de moedas virtuais e os programas de milhagem de companhias aéreas à regulamentação do Banco Central e à fiscalização do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (PL 2303/15).

Aureo e o deputado Lucas Vergilio (SD-GO) esclarecem, no entanto, que o objetivo não é prejudicar o crescimento da tecnologia mas, sim, dar segurança aos consumidores e aos que querem investir nessas moedas.

“[Queremos] dar a possibilidade de um crescimento com consistência e de não deixar, até pela falta de informação, consumidores brasileiros serem lesados”, explica Aureo.

“O Brasil tem tecnologia financeira de última geração e têm empreendedores de fintech que estão dispostos a assumir certos riscos para desenvolver esse setor. O que falta realmente são as regras claras do jogo”, concorda Miranda.

Imposto de Renda

Hoje, as pessoas físicas já são obrigadas a declarar as moedas virtuais no Imposto de Renda. Mas o responsável pela área da fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung, lembra que o controle feito pelo Banco Central e pela Receita são diferentes.

O Banco Central, explica Jung, vai dizer como devem ser praticadas essas operações, como controlar, monitorar e regular esse processo. Já o aspecto tributário diz respeito à Receita Federal. Nesse caso, o desafio é estabelecer como controlar as informações desses processos para garantir que tudo seja declarado ao órgão de forma correta.

Na avaliação de Jung, a utilização desse tipo de dinheiro virtual fragiliza o sistema tributário e pode favorecer crimes como os de sonegação, corrupção, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro. Por exemplo, na Operação Lava Jato, uma das formas de identificar quem são as pessoas é justamente seguindo o dinheiro, rastreando essas operações financeiras. Se essas operações são praticadas com moeda virtual em alguns casos fica muito difícil identificar a prática desse crime.”

Regulamentação questionada

O economista e autor do livro “Bitcoin – a Moeda da Era Digital”, Fernando Ulrich, no entanto, ressaltou que os pagamentos feitos com bitcoins são lícitos. “O problema é a infração, a contravenção em si e não a tecnologia utilizada”, disse Ulrich.

Para o economista, antes de tudo é preciso discutir se a regulamentação é necessária. “Eu sempre rogo que a gente  entenda primeiro como funciona, entenda as nuances dessa tecnologia, antes de se apressar e acabar tentando impor uma regulação que só vai atravancar e impedir algo que pode ser muito benéfico para a sociedade de se desenvolver”.

De acordo com o plano de trabalho apresentado pelo relator do PL 2303/15, deputado Expedito Netto (PSD-RO), a comissão especial ainda deve fazer outras dez audiências públicas para debater o assunto.Com informações da Agência Câmara.

 

Fonte: http://convergecom.com.br/tiinside/06/07/2017/usuarios-de-bitcoin-podem-chegar-um-milhao-ate-o-fim-do-ano/

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Novo e-book: Dicionário de ameaças virtuais

por marcese

Spyware, ransomware, vírus, scripts, as ameaças aos seus dados vem de todos os lugares.

Conhecê-las é o melhor caminho para a prevenção e manutenção da segurança de suas informações.

Baixe agora nosso e-book: Dicionário de ameaças virtuais e fique por dentro de todos esses termos que a mídia divulga, mas que nem sempre no dia-a-dia você pôde ter tido a oportunidade de saber o que são.

O material também traz dicas importantes de como evitá-las e manter a salvo seus dados, sistemas, senhas pessoais e outras ferramentas tão importantes da vida digital.

Baixe gratuitamente em: http://conteudo.unimake.com.br/dicionario-de-ameacas-virtuais

 

 

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“Servicização” é a onda que vem com a Internet das Coisas

por marcese

 

 

Imagine entrar em um supermercado, encher a sacola de produtos e simplesmente sair da loja sem passar pelo caixa.

Para ser melhor, só se não tivesse que pagar, não é mesmo? Só que não. Jeff Bezos voltou a surpreender o mundo do varejo e da tecnologia com a inauguração da Amazon Go, que irá revolucionar nossa experiência de compra.

Para continuar sua investida no varejo físico, Bezos patenteou uma tecnologia que permite, basicamente, identificar qual consumidor entrou na loja fazendo o scanner de um app no celular e, através do uso de câmeras e sensores instalados nos corredores e gôndolas, saber quem está em frente a qual prateleira e qual produto retirou para levar para casa. Simples assim. Transformação: A TOTVS te explica a urgência da cultura digital para o varejo

A iniciativa da Amazon é apenas mais uma de um fenômeno que vem transformando o antigo modelo industrial de fabricar e vender produtos em uma só tacada. As gigantes da tecnologia já mandaram o recado: ou você transforma seu produto em serviço ou será engolido pela Internet das Coisas.

O avanço da Inteligência Artificial e do Machine Learning resultante da integração de hardware, software, data e cloud darão à luz produtos “servicificados” que colocarão na berlinda empresas seculares até então confortavelmente acomodadas na liderança.

O Google fabrica óculos que mede sua pressão sanguínea. A Apple tem um relógio que substitui sua carteira, entre outras funções. A Tesla fabrica carros autônomos, uma corrida disputada também pelo Uber, Google e outros players de olho no futuro do mercado automotivo, que, não duvidem, será apenas mais um impactado pela “servicificação” ou, como preferir, o Product-as-a-Service.

Neste novo modelo da aclamada quarta revolução industrial, o consumidor não quer mais apenas comprar um produto. Quer desfrutar de uma experiência única, feita só para ele. Quer estabelecer um relacionamento fiel com a empresa para ter acesso a um serviço que irá usar quando e quanto quiser.

E, claro, pagar somente o justo pelo acesso temporário ao produto, que pode ser sob demanda ou um pacote de assinatura ao invés de liquidar dolorosas parcelas para possuir algo que não precisa (e não deseja) ser proprietário.

Quer uma casa? Airbnb. Quer um carro? Uber. Música? Spotify. Não quer mais filas? Amazon Go. Filmes e séries? Netflix. Quer lavar as suas roupas ? A Lavadeira.

It’s all about service and value, folks!

A indústria automotiva talvez seja uma das que mais evidencia o impacto da transformação digital. O Car-as-a-Service é uma estrada sem volta. A previsão é de que cada carro autônomo substitua até 10 veículos estacionados na garagem, sem uso.

Um estudo da IHS Automotive mostra que 12 milhões de carros sem motoristas estarão circulando em todo mundo até 2035. A regra, inclusive ecologicamente correta, será compartilhar. Dirigir será um hobby.

Sua casa também não será mais a mesma. A Home-as-a-Service contará com diversos equipamentos dedicados a monitorar cada movimento seu, seja para controlar as luzes e a temperatura, abrir as persianas, ligar a cafeteira ou para mandar um pedido ao mercado mais próximo porque sua geladeira indica que acabou a cerveja.

Quer melhor?

Em Dubai, a Red Tomato presenteia seus clientes com uma imã de geladeira que pode ser configurado pelo celular para registrar qual sua pizza favorita e os dados para pagamento.

Basta pressionar o imã, que se comunica com o telefone por Bluetooth e manda uma mensagem de texto para fechar o pedido. Aí é só esperar a redonda quentinha chegar. É o mesmo que o Amazon Dash. As marcas se transformam em um botão e a cobrança é feita diretamente na conta ou cartão do consumidor.

É muito mais do que simplesmente comer. É experimentar um serviço sem igual, totalmente customizado. É como a Lavadeira, um serviço melhor e mais barato que ter uma empregada doméstica.

Até mesmo empresas que conseguiram a façanha de posicionar suas marcas como sinônimos de categoria estão enfrentando a concorrência de empresas digitais com modelos baseados em serviços.

A Gillette, da Procter & Gamble, viu suas vendas orgânicas caírem 6% no último trimestre e foi obrigada a baixar os preços das lâminas de barbear para enfrentar a concorrência da Dollar Shave Club, startup criada em 2012 em casa por Michael Dubin, que começou comercializando on-line os barbeadores por assinatura ao preço de 1 dólar cada.

O crescimento foi impressionante, exponencial. Em 2015, as vendas foram de US$ 152 milhões e alcançaram cerca de US$ 200 milhões em 2016. Não deu outra. No ano passado, Dubin fez barba e cabelo vendendo a startup por estimados US$ 1 bilhão para Unilever. E pensar que tudo começou com um vídeo engraçadinho que chegou a mais de 24 milhões de views e custou míseros US$ 4,500.

Quanto sua marca gastou com sua agência no ano passado e quais resultados concretos conquistou em vendas ou satisfação dos consumidores ?

Com a queda nas vendas, a Gillette anunciou há poucas semanas que rebatizou seu clube para Gillette on Demand, reduziu os preços, está oferecendo frete grátis para alguns produtos e lançou a promoção “uma de graça a cada quatro pedidos”. Agora, para fazer a encomenda, basta mandar uma mensagem de texto com a palavra “BLADES”.

É, não adianta mais apostar no lançamento de um novo produto com duas, três ou quatro lâminas. Contratar o Neymar e investir pesado na TV não é mais garantia de liderança. Uma startup que começou no quarto de casa ameaça uma marca com 116 anos de história.

E o jogo não muda apenas no B2C.

No B2B a “servicificação” também irá romper contratos que antes tinham alto impacto nos custos de manutenção e na perda operacional por conta de equipamentos quebrados e mais tempo fora de serviço.

Com o monitoramento em tempo real dos motores de seus clientes no segmento aeronáutico e marítimo, a Rolls Royce oferece um Long-Term Service Agreement (LTSA) que mudou o pós-venda.

Ao invés de manter uma custosa estrutura fixa para cuidar dos consertos dos equipamentos, os clientes contam com o TotalCare, uma manutenção “power-by-the-hour” com preço fixo que presta atendimento quando necessário.

O serviço só se tornou possível porque a fabricante conseguiu reduzir as ocorrências mais sérias com o acompanhamento do ciclo de vida das máquinas e uma política de prevenção.

Pois é, Internet das Coisas.

A Amazon amargou prejuízos durante anos com seu modelo de marketplace, mas encontrou no AWS – Amazon Web Services a salvação da lavoura, fornecendo serviços em cloud, ou, se preferir, IT-as-a-Service.

No segundo trimestre de 2016, a empresa viu suas ações saltarem de 19 cents para US$ 1,78 comparado com o mesmo período de 2015. O resultado da sua divisão cloud saltou de US$ 305 milhões para US$ 718 milhões em um ano, superando a divisão de varejo.

A Dell Technologies também está “pivotando” seu modelo para oferecer em cloud produtos como serviços. Ao invés de pagar um valor fixo, o cliente desembolsa apenas pelo que consome.

Na mesma direção, a GE embalou seus produtos como soluções de data e digital, acelerando sua presença na Internet das Coisas com a plataforma Predix Cloud.

Não é somente a Gillette, com um produto de plástico e três lâminas, que não está livre de ser degolada por uma empresa disruptiva. Setores tradicionais outrora dominados por negócios considerados indestrutíveis estão boquiabertos e perdidos em como embarcar na inovação.

Os bancos estão sendo ameaçados pelas fintechs, os hotéis desocupados pelos aluguéis de temporada e as montadoras atropeladas pelos carros compartilhados.

É bom despertar e rápido: para sobreviver de nada adianta ter apenas um killer product.

É preciso um killer service.

Omarson Costa – Formado em Análise de Sistemas e Marketing, tem MBA e especialização em Direito em Telecomunicações. Em sua carreira, registra passagens em empresas de telecom, meios de pagamento e Internet.

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/como-a-internet-das-coisas-vai-servicificar-os-produtos-e-mudar-sua-vida/119726/

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Ataques ransomware como o do WannaCry podem se intensificar

por marcese

Recentemente o WannaCry ficou famoso como o vírus que protagonizou uma das maiores ondas de ataques virtuais que o mundo já viu.

O ataque em escala mundial aconteceu em 12 de maio e deixou especialistas em segurança digital em alerta máximo.

O WannaCry é um vírus do tipo ransomware, ou seja, realiza um ataque no qual bloqueia os dados do usuário e os invasores exigem o pagamento de um resgate para a liberação dos arquivos, que ficam criptografados como se fossem “reféns”.

O que especialistas acreditam que esse tipo de “sequestro cibernético” deve acontecer novamente, e talvez, ainda maior.

No ataque de maio, foram registrados mais de 200 mil vítimas, em mais de 150 países. Isso inclui computadores pessoais, de empresas, hospitais e instituições públicas. Uma das fábricas de veículos da Renault, na França, por exemplo, teve de interromper a produção em uma de suas unidades devido ao vírus, o que resultou em um prejuízo de milhares de dólares, mesmo que pelo pouco tempo da interrupção das atividades. Chamou atenção também os ataques a hospitais na Espanha e Reino Unido, principalmente pelo risco às vidas dos pacientes que a perda de informações poderia causar.

O número de ataques ransomware vem crescendo ano a ano. Entre abril de 2015 e abril de 2016, foram cinco vezes mais invasões do que o mesmo período de 2014 para 2015: 718 mil, segundo autoridades da Europol (Polícia Europeia).

Tanto usuários comuns quanto empresas estão sendo orientadas a se proteger da melhor forma.

Segurança digital nunca foi tão importante quanto agora, e é fundamental tomar medidas preventivas como o uso de softwares originais e sempre atualizados, o mesmo para antivírus, a realização constante de backup e trabalhar a educação das equipes para sempre evitarem e-mails e links suspeitos, seja por e-mail seja por aplicativos de comunicação instantânea como Skype e Whatsapp.

Gostaria de saber mais sobre segurança digital? Acesse nosso material clicando aqui.

 

 

 

 

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Inteligência artificial é “boa para o mundo”, diz robô Sophia

por marcese

Sophia sorri maliciosamente, pisca os olhos e conta uma piada. Sem os cabos conectados à sua cabeça, quase poderia ser confundida com um humano.

Este robô humanoide, criado pela Hanson Robotics, é a atração principal da conferência organizada nesta semana pela ONU, em Genebra, sobre os benefícios da inteligência artificial para a humanidade.

Muitas vozes alertam, cada vez mais alto, sobre o risco de que as pessoas percam o controle e os avanços neste setor acabem sendo prejudiciais para a sociedade. Sophia opina que “há mais prós do que contras”.

“A inteligência artificial é boa para o mundo e ajuda as pessoas de várias maneiras”, declarou Sophia à AFP, concordando com a cabeça e franzindo a testa. Saiba mais: Veja com a Mundo Corporativo como a inteligência artificial vai mudar o panorama do mercado de trabalho

Há trabalhos em andamento para tornar a inteligência artificial “emocionalmente inteligente, para que se preocupe com as pessoas”, disse. “Nunca substituiremos os humanos, mas podemos ser seus amigos e ajudá-los”.

Uma das principais preocupações é o impacto dos robôs no emprego e na economia.

Preocupação legítima

Décadas de automação e robotização já revolucionaram o setor industrial, aumentando a produtividade mas cortando alguns empregos.

E agora a automação e a inteligência artificial estão se expandindo rapidamente em outros setores, e estudos indicam que até 85% dos empregos nos países em desenvolvimento podem estar em risco.

“Há preocupações legítimas sobre o futuro dos empregos e da economia, porque quando as empresas aplicam a automação, os recursos tendem a se acumular nas mãos de poucas pessoas”, reconheceu o criador de Sophia, David Hanson.

Mas, assim como Sophia, ele insistiu que “consequências não intencionais, ou possíveis usos negativos (da inteligência artificial) parecem ser muito pequenos em comparação com os benefícios da tecnologia”.

Espera-se, por exemplo, que a inteligência artificial revolucione os setores de saúde e educação, especialmente em áreas rurais que sofrem com escassez de médicos e professores.

“Os idosos terão mais companhia, as crianças autistas terão professores com uma paciência infinita”, afirmou Sophia.

Mas os avanços na tecnologia robótica provocaram crescentes medos de que os humanos percam o controle.

Robôs assassinos

O secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty, compareceu à conferência para pedir um marco ético claro para garantir que a tecnologia seja usada para o bem de todos.

“Precisamos estabelecer princípios, precisamos de um equilíbrio entre os poderes”, disse à AFP, alertando que a inteligência artificial é “uma caixa preta (…). Estão sendo escritos algoritmos que ninguém entende”.

Shetty se preocupa sobretudo com o uso militar da inteligência artificial em armas e nos chamados “robôs assassinos”.

“Teoricamente, os humanos controlam tudo isso, mas não acreditamos que o controle seja eficaz”, afirma.

A tecnologia também está sendo cada vez mais utilizada nos Estados Unidos para o “policiamento preditivo”, onde algoritmos baseados em tendências históricas poderiam “reforçar os preconceitos existentes” contra pessoas de determinadas etnias, alertou Shetty.

Hanson concordou que são necessárias diretrizes claras, e que é importante discutir essas questões “antes que a tecnologia tenha se despertado definitivamente e inequivocamente”.

Embora Sophia tenha algumas capacidades impressionantes, ela ainda não tem consciência, mas Hanson disse que espera que máquinas plenamente sensíveis possam surgir dentro de alguns anos.

“O que acontecerá quando Sophia se despertar ou quando outras máquinas, como se se tratasse de servidores, dirigirem lança-mísseis ou gerenciarem o mercado de ações?”, questionou.

A solução, segundo ele, é “fazer com que as máquinas se preocupem com a gente”.

“Precisamos ensinar-lhes o amor”, completou.

Fonte: http://exame.abril.com.br/ciencia/inteligencia-artificial-e-boa-para-o-mundo-diz-robo-sophia/

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União perderá R$ 27 bi com decisão do STF sobre ICMS

por marcese

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira que o ICMS não compõe a base de cálculo do PIS e da Cofins. A decisão representa derrota bilionária para o governo federal. Pelos cálculos da Advocacia-Geral da União (AGU), a perda na arrecadação com a mudança da regra no cálculo do imposto será de R$ 27 bilhões por ano. Caso as empresas cobrem na Justiça a devolução do dinheiro pago indevidamente, o rombo para os cofres públicos poderá superar R$ 250,3 bilhões, que é a arrecadação do governo com PIS e Cofins, incluindo o ICMS no cálculo, entre 2003 e 2014.

A decisão do STF tem repercussão geral — ou seja, juízes e tribunais de todo o país são obrigados a aplicar o mesmo entendimento ao analisar processos semelhantes. Há cerca de dez mil processos com tramitação paralisada, aguardando a decisão do Supremo.

O STF não decidiu a abrangência da decisão. Com isso, as empresas poderão adotar a nova regra de cálculo a partir da publicação oficial da decisão, que deve levar alguns dias. Contribuintes que tenham pago o imposto de forma mais onerosa poderão também entrar na Justiça com pedido de ressarcimento.

No julgamento, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) pediu que a decisão tivesse validade somente a partir de 1º de janeiro de 2018. Mas, como o pedido não havia sido feito por escrito no processo, o tribunal não analisou o caso. No entanto, nada impede que o governo faça o pedido nos próximos dias, para tentar amenizar o tamanho do rombo.

GILMAR MENDES TEME ALTA DE IMPOSTOS

A polêmica aguardava uma decisão final da corte há uma década. Em 2014, o STF já havia declarado esse entendimento sobre o cálculo de PIS/Cofins. No entanto, a decisão tinha sido tomada em um caso específico, sem repercussão geral. Agora, a regra vale para todas as empresas. Sem incluir o ICMS no cálculo de PIS/Cofins, o valor dos impostos recolhidos pelos contribuintes cairá.

O placar ficou em seis votos a quatro contra a União. Votaram a favor dos contribuintes a presidente do tribunal, ministra Carmen Lúcia, e os ministros Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. A favor da União, votaram os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

A decisão foi tomada no recurso proposto pela empresa Imcopa Importação, Exportação e Indústria de Óleos, que produz óleos industriais. O argumento usado pela defesa era que o ICMS arrecadado não pode ser considerado receita ou faturamento — e, por isso, não pode ser incluído na base de cálculo de PIS/Cofins. E ainda afirmou que uma decisão favorável à tributação que considerasse o ICMS como receita iria ferir a repartição de receitas entre os entes da federação. Isso porque o ICMS é um imposto estadual, enquanto PIS e Cofins são federais.

— Tributos não devem integrar a base de cálculo de outro tributo. A receita de terceiros não deve integrar a base de cálculo da tributação — disse Barroso.

No processo, a PGFN sustentou não haver proibição constitucional à incidência de tributo sobre tributo. Por isso, seria permitido que a base de cálculo de PIS/Cofins abrangesse o ICMS. Gilmar, que concorda com essa tese, afirmou que, com a perda de arrecadação, a União provavelmente aumentará outros impostos:

— A exclusão do ICMS do cálculo gera consequências perversas ao sistema tributário e à Seguridade Social, como o aumento de alíquotas para fazer face às perdas de receitas para custear o Estado. A decisão vai desonerar o contribuinte a curto prazo, porque obriga o Estado a instituir novos tributos, se tiver um mínimo de responsabilidade.

A equipe econômica vai recorrer da decisão do STF. Segundo técnicos do governo, a ideia é pedir aos ministros uma modulação da decisão, para reduzir seu impacto sobre os cofres do governo. Será apresentado um embargo de declaração, recurso no qual se pede um esclarecimento. Na modulação, os ministros teriam de dizer se a decisão terá efeitos retroativos e quando ela deve entrar em vigor.

“A União ingressará com o recurso de embargos de declaração, a serem opostos quando da publicação do acórdão, a fim de que o seu pedido de modulação de efeitos seja apreciado pela Corte. Nele a União requererá que a decisão do STF tenha efeitos a partir de 2018. Somente com a apreciação dos embargos de declaração pelo plenário do STF é que se poderá dimensionar o eventual impacto dessa decisão”, informou a Fazenda.

O tributarista Everardo Maciel, ex-secretário da Receita Federal, classificou a decisão do STF de “maluquice”. Para ele, a repercussão sobre o sistema tributário pode ser catastrófica, e o contribuinte será o maior prejudicado, pois fatalmente terá de pagar mais impostos:

— É uma maluquice, uma coisa completamente absurda. O contribuinte terá de pagar por isso. Não há outro jeito.

Já o diretor de políticas estratégicas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) elogiou a decisão. Para ele, a incidência de um imposto sobre outro sempre foi uma anomalia:

— A CNI sempre defendeu a não incidência de um imposto sobre outro. Todas as propostas de reforma tributária no Brasil buscam eliminar essa distorção.

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Novidade: UniNFe converte NFCe para SAT CFe

por Wandrey Mundin Ferreira

O UniNFe agora conta com uma novidade que irá facilitar a vida dos desenvolvedores de ERP, que é a possibilidade converter o XML da NFC-e para SAT/CFe.

Para os desenvolvedores que já trabalharam muito para preparar seu ERP para gerar a NFC-e e não desejam ter o mesmo trabalho com SAT CF-e, com o uso do UniNFe isso fica bem mais simples, pois, ele converte o XML da NFC-e para o padrão do SAT CFe exigido pela SEFAZ do Estado de São Paulo e envia para o equipamento SAT CFe configurado, eliminando uma grande etapa no processo de integração.

Maiores detalhes técnicos de como realizar a integração, clique aqui…

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Boleto bancário poderá ser pago em qualquer instituição após vencimento

por marcese

A forma como milhões de brasileiros pagam suas contas começa a mudar a partir de março. Alvo de fraudes milionárias nos últimos anos, os boletos bancários vão ficar mais modernos. O benefício mais visível para o cliente será a possibilidade de pagamento em qualquer banco mesmo após a data de vencimento.

Por trás da inovação, está um projeto da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que fará com que todos os boletos passem a ser registrados em uma única plataforma até o fim do ano. A nova forma de cobrança também mudará a forma como empresas e instituições financeiras organizam os pagamentos.

O número de boletos emitidos no país chegou a 3,7 bilhões em 2015. A movimentação chamou a atenção de quadrilhas que se especializaram em fraudar os documentos. Sem o registro, o banco só toma conhecimento da emissão do boleto quando o documento bate na compensação, o que facilita a ação dos criminosos. No ano passado, o volume de recursos desviados com o golpe chegou a R$ 320 milhões, de acordo com dados preliminares da Febraban.

Com o novo sistema, a empresa que emitir uma cobrança precisa enviar os dados para o banco, que alimenta a plataforma. No momento do pagamento, os dados do código de barras serão comparados com os registrados no sistema. “Se as informações não estiverem na base, ou o boleto foi fraudado ou não foi registrado”, afirma Walter de Faria, diretor-adjunto de operações da Febraban.

A nova plataforma também deve evitar outros problemas recorrentes envolvendo boletos, como o erro no preenchimento de informações e o pagamento de títulos em duplicidade, segundo Faria. As mudanças ocorrerão de forma gradual. Em março, entrarão no sistema os boletos com valor acima de R$ 50 mil. Dois meses depois, as faturas a partir de R$ 2 mil passarão a ser registradas. O cronograma se estende até dezembro, quando 100% das cobranças devem estar na plataforma.

O processo de adaptação dos sistemas de bancos e empresas emissoras corre bem e não deve haver atrasos, segundo o executivo. Originalmente, o sistema estava previsto para entrar em operação no início deste ano.

Embora o registro não seja obrigatório, Faria espera que a adesão seja ampla, já que os títulos que não estiverem na plataforma só poderão ser pagos no banco ao qual estão vinculados. “Além disso, os fraudadores provavelmente vão monitorar as empresas que decidirem operar o sem registro”, afirma.

A perspectiva da entrada no novo sistema de cobrança ainda não inibiu as quadrilhas especializadas no chamado “golpe do boleto”. “A percepção é que houve uma migração recente da fraude de pessoas físicas para organizações maiores”, afirma Fernando Carbone, diretor da Kroll, consultoria de riscos que tem sido contratada por empresas lesadas com o golpe. Carbone diz que a soma de recursos desviados de clientes nos últimos meses foi de aproximadamente R$ 21 milhões.

Em geral, a fraude ocorre com um vírus instalado no computador do pagador do boleto. Mas as quadrilhas também se especializaram em encontrar falhas na página da internet ou e até em obter informações com funcionários da empresa emissora do boleto, segundo o diretor da Kroll.

Além de dificultar a ação dos golpistas, o registro dos boletos na plataforma vai mudar o cotidiano de uma série de companhias. A principal preocupação é com o aumento de custos. O valor da cobrança registrada vai depender da negociação com os clientes, mas a tendência é que seja maior do que o sistema atual. “Os bancos podem negociar um valor menor no registro e compensar com uma tarifa nos títulos que forem liquidados”, diz Eduardo Morishita, gerente de Produtos do Bank of America Merrill Lynch (BofA).

Os impactos da mudança serão diferentes dependendo da forma que cada empresa realiza sua cobrança. Entre os segmentos mais afetados está o de comércio eletrônico. Com o novo sistema, quando um consumidor optar por fazer uma compra com boleto, o documento precisará antes passar pelo sistema do banco. Hoje, esse processo é feito de forma automática pelo site.

As vantagens do novo sistema, porém, devem mais do que compensar a mudança no procedimento, segundo Dênis Corrêa, gerente-executivo da diretoria de soluções empresariais do Banco do Brasil. No BB, além de o sistema permitir a emissão e o registro do boleto de forma simultânea durante a compra, o processamento da operação será feito em 30 minutos, contra um dia que a loja precisa esperar hoje para saber se o boleto foi pago e despachar o pedido. “Trata-se de um benefício tremendo para o comércio”, diz.

Quem também deve mudar a forma de atuação em consequência da mudança são as entidades que se valem da emissão de boletos como forma de arrecadar recursos, como as ONGs, associações e igrejas. Como a maioria dos títulos não é paga, o custo do registro pode não valer a pena.

De forma indireta, o novo sistema de cobrança de boletos pode afetar até a competição bancária. Com a possibilidade de pagamento de boletos vencidos em toda a rede, instituições de menor porte devem ganhar maior competitividade em serviços prestados a empresas. “Com a mudança, cai por terra o argumento de que as empresas precisam de um banco com rede de agências em cash management [gestão de caixa]”, afirma Annali Duarte, diretora dos negócios de transações bancárias do BofA.

Fonte: http://www.valor.com.br/financas/4845238/boleto-bancario-podera-ser-pago-em-qualquer-instituicao-apos-vencimento?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Press+Clipping+Fenacon+-+24+de+janeiro+de+2017
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