Público-alvo: Entenda e defina qual é o ideal para sua empresa

por Equipe de conteúdo

A definição do público-alvo correta é um dos pilares das empresas de sucesso que melhor satisfazem seus clientes

A definição de um público-alvo adequado é um dos maiores ativos que uma empresa pode ter.

Ele a é a espinha dorsal de toda a estratégia comercial da empresa, de onde vem as receitas e os lucros e como a empresa se posiciona no mercado.

Neste texto vamos analisar as particularidades desse tema e como ele pode alavancar os negócios da sua empresa rumo à liderança.

Fique com a gente

Entendendo o que é público-alvo

De modo geral o público-alvo consiste num grupo específico de consumidores que compartilham um perfil semelhante.

Essas pessoas tem gostos ou necessidades parecidas que os levam a consumir determinados produtos e serviços.

O tema envolvendo o público-alvo é tão importante que Philip Kotler, um dos maiores autores em marketing de todos os tempos cunhou a frase:

“marketing consiste na tomada de ações que provoquem a reação desejada de um público-alvo.”

Ele continua:

“O processo deve começar tendo-se em mente um público-alvo bem definido: possíveis compradores dos produtos da empresa, usuários atuais, pessoas que decidem ou influenciam; indivíduos, grupos, públicos específicos ou o público em geral. O público-alvo exerce uma influência fundamental nas decisões do comunicador sobre o que, como, quando, onde e para quem dizer.”

Diante de tamanha importância não soaria exagero dizer que a definição do público alvo é o ponto de partida da constituição de uma empresa!

Como o empreendedor deve definir o público alvo de sua empresa?

Num conceito convencional o empreendedor tem que se fazer algumas perguntas para definir qual é o potencial público consumidor de sua empresa.

Esse exercício deve ser o mais sólido possível, de forma ideal com a realização de pesquisas e entrevistas.

Hoje existem muitas ferramentas com as quais o empresário pode contar para fazer esse levantamento, especialmente na internet com sites de pesquisas, formulários, buscas no Google, entidades de classe com o Sebrae, sindicatos e muito mais.

Para fugir do achismo, quanto mais dados o empreendedor reunir sobre seus futuros clientes melhor.

Um breve roteiro pode contar com os questionamentos a seguir:

 

1) Qual problema seu produto ou serviço resolve?

Em geral as pessoas compram benefícios e soluções e não produtos e serviços em si.

É como aquela famosa frase: “O Cliente não compra uma furadeira, ele compra o furo na parede”.

Essa pergunta apesar de parecer um tanto óbvia de todas é a mais importante de todas.

Para facilitar a partir daqui vamos chamar produtos e serviços apenas de “soluções”, ok?

Suas soluções vão ajudar os potenciais clientes a economizar dinheiro ou recursos?

Vai ajudá-los a ganhar mais dinheiro?

Organizar um processo?

Manter uma vida saudável?

Vai ajudá-los em sua locomoção? Educação? Um hobby talvez?

Identificar que tipo de vantagem sua empresa oferece é o primeiro passo para definir o tipo de pessoa que você deve mirar como cliente.

As soluções que a empresa oferece vão estar ligadas diretamente às necessidades do seu público-alvo.

Responder essa pergunta é o ponto de partida para definir seu público-alvo.

 

2) Quais são as maiores dificuldades, problemas ou desejos do seu público-alvo?

Aqui é importante que o empresário se coloque no lugar do cliente.

O empreendedor deve despir-se de suas vaidades e gostos pessoais e pensar com a cabeça de quem ele gostaria de atrair para tornar-se um consumidor.

Procurar imaginar como é o dia-a-dia desses consumidores.

As particularidades do local onde vivem, as limitações (ou não) de sua renda.

A fase da vida que estão passando (juventude, casamento com filhos, terceira idade, por exemplo).

Se o público forem empresas ou governos, que tipos de desafios eles tem como melhorar o desempenho, cumprir a legislação e as exigências dos órgãos reguladores?

No exercício de levantar qual o público-alvo esta pergunta n.o 2 “meio que se funde” com a pergunta n.o 1.

Vale ressaltar também que é muito importante que o empreendedor conheça a fundo suas soluções, pois um conhecimento superficial do ramo que a empresa atua poderá levar a estimativas equivocadas.

 

3) Onde estes clientes estão?

Responder essa pergunta leva em conta a estratégia da empresa em termos de alcance geográfico.

Por exemplo, uma empresa que comercializa tijolos teria grande dificuldade comercial se definisse seu público em outro estado, pois os custos de frete tornariam o negócio inviável.

Por outro lado, uma empresa que fabrica equipamentos médicos de alta tecnologia não teria problema algum em oferecê-los à hospitais em todas as regiões do país, afinal o alto valor agregado e a especificidade desse tipo de solução permite negócios feitos com clientes, mesmo que distantes.

Mesmo as empresas que atuam no e-commerce (vendas pela internet) em algumas situações e dependendo do tipo de produto vendido terão que delimitar seus público alvo à uma determinada região.

Para finalizar, um último exemplo: Um restaurante popular em São Paulo terá que definir seus potenciais clientes nos limites de seu bairro, afinal seria impraticável entregar uma refeição de R$ 20,00 do outro lado de uma cidade com 12 milhões de habitantes.

 

4) Qual o perfil sócio-econômico desses clientes?

Se falamos em pessoas físicas, essa pergunta quer saber: Qual é a renda, a escolaridade ou as particularidades desses clientes?

Uma loja de produtos populares tenderá a ter como alvo clientes das classes C, D e E.

Uma joalheira num shopping tenderá a vender para clientes das classes A e B.

Seu produto será para jovens que farão o vestibular? Então não vale a pena incluir em seu público alvo pessoas já graduadas.

Se o seu ramo for vendas para empresas, essas empresas serão pequenas, médias ou grandes?

Entender isso é mais um passo no processo de definição do seu público-alvo.

Ter as repostas a essas quatro perguntas ajudará muito o empreendedor a compreender e direcionar os esforços da empresa para o público com maior propensão a comprar dela.

Todas as empresas devem se preocupar em definir seus públicos alvo?

Absolutamente sim!

Definir e trabalhar voltado para um público direcionado deve se aplicar a todos os tipos e portes de empresas, desde a micro até a multinacional.

Todos os pilares da estratégia, desde o marketing, passando pelo comercial e pelo pós-venda vão ter que se basear no tipo de clientes que serão atendidos.

Não importa o tamanho do seu empreendimento, defina seu público-alvo!

publico-alvo-clientes-empresas

Exemplos de públicos-alvo

As vezes escrevemos bastante, mas ainda assim precisamos de alguns exemplos, aqui daremos alguns de públicos-alvo para empresas hipotéticas.

São apenas exemplos ok?

Para uma empresa que vende produtos para a pele:

Mulheres, de 25 a 35 anos, casadas, com filhos pequenos, com renda familiar entre 5 a 15 salários mínimos que buscam manter uma aparência saudável.

Para uma empresa que oferece cursos de inglês online:

Estudantes e profissionais, com idades entre 20 e 30 anos, de ambos os sexos, com renda familiar acima de 7 mil Reais mensais e que pretendem fazer intercâmbio ou viajar para o exterior nos próximos 18 meses.

Para uma empresa que vende pneus para caminhão:

Homens, com idade entre 25 e 55 anos, que trabalham como motoristas ou donos de transportadoras e que morem na região sul do Brasil.

Para uma distribuidora de medicamentos que atua na região Nordeste do país:

Farmácias com até 10 filiais, localizadas em capitais e/ou cidades com população acima de 500 mil habitantes.

 

Leia também: 7 motivos para as empresas implantarem um sistema ERP

 

A importância de escolher corretamente seu público-alvo

Até há algum tempo atrás, ter um público-alvo era algo simples, bastava dizer que seu produto era feito para pessoas da idade X e com perfil econômico Y.

Se pensarmos em um carro, por exemplo, essa definição até então funcionava bem, afinal há algumas décadas praticamente todo mundo queria ter um.

Porém, não é mais surpresa que hoje somente isso basta.

O perfil do consumidor é cada vez mais específico, com muito mais nichos e necessidades especiais em cada um deles.

Vamos de novo com um exemplo?

Entre as décadas de 1960 até o começo dos anos 2000, a grande maioria dos homens jovens, acima de 15 anos (mesmo que ainda não pudesse dirigir) tinha no carro um sonho de consumo.

Atualmente pesquisas mostram que as novas gerações, em especial quem nasceu a partir de 2000 já não consideram um carro como um item tão essencial assim.

Muitos sequer estão tirando a carteira de motorista.

Isso está dando um nó na cabeça das fabricantes de automóveis que estão tendo que repensar não somente suas estratégias de marketing como o próprio futuro do carro em si.

Quem era público-alvo há 20 anos atrás hoje talvez não seja mais.

Esse afastamento dos jovens com relação ao desejo de ter um carro está relacionado com as mudanças em nossa sociedade.

A tecnologia (por exemplo os aplicativos de chamada de carros), a sofisticação (aumento da oferta de modelos) e as mudança na sociedade tem muito a ver com isso.

Vamos continuar no exemplo, ainda com carros.

Quem já tem uma certa idade vai lembrar que na década de 1980 o carro familiar de mais de 50% das famílias era o bom e velho Fusca.

O consumidor não tinha muito o que fazer, eram poucas opções, o poder aquisitivo era menor, então muitas famílias iam de Fusca mesmo.

E hoje, com as configurações familiares cada vez mais diferentes, tais como casais sem filhos, casais com filhos, mulheres solteiras com filhos, jovens morando sozinhos com pets, idosos, etc.

Então o público alvo de um SUV de 7 lugares é diferente do público de um casal sem filhos e por aí vai.

Então, novamente reforçando, a pesquisa e a definição do público-alvo corretos determinam substancialmente as chances de sucesso ou de fracasso de uma empresa.

Como a definição do público-alvo vai nortear as estratégias da empresa?

O perfil dos clientes é sem dúvida um dos pilares da estratégia de uma empresa e dessa forma mitos fatores internos serão impactados, tais como:

• A identidade visual e a linguagem da empresa;
• Quais os canais de comunicação ela vai usar;
• Como vai ser o leiaute e aparência das lojas;
• Que tipo de conteúdo produzir;
• Quais eventos vai participar;
• Qual será o perfil dos vendedores e do pessoal de atendimento em geral;
• Quais parcerias vai firmar?
• Até mesmo o nome da empresa pode ser influenciado.
• E muitos outros fatores.

No fim das contas o público-alvo vai determinar o posicionamento de mercado e até podemos dizer sem exagero que vai influenciar a cultura da empresa.

Conclusão

Começar um novo negócio é quase sempre a realização de um sonho.

Mais do que apenas ganhar dinheiro, muitos empreendedores alimentam verdadeiramente o sonho de ajudar seus clientes e a sociedade de forma geral.

Definir corretamente o público-alvo será um dos passos que o empreendedor deverá tomar nesse sentido.

Jamais ignore essa etapa, dê toda a ênfase possível na definição do público a que pertencem seus clientes e isso somado a um trabalho sério e uma boa condução na gestão sem dúvida trarão sucesso ao negócio.

Esperamos ter te “dado uma luz” sobre esse assunto.

Gostou desse artigo? Assine nossa newsletter que sempre traremos novos materiais sobre organização e gestão de empresas.

Obrigado e até mais!

Compartilhe

7 motivos para as empresas implantarem um sistema ERP

por Equipe de conteúdo

7 motivos para as empresas implantarem um sistema ERP
As informações são a alma das empresas.

Pode soar exagero, mas num mundo onde a inovação tornou-se obrigatória e constante a inteligência das empresas reside nas informações por ela geradas.

Certamente os ativos físicos ainda tem grande impacto, mas a capacidade de gerar valor através das ideias e dos dados tornou-se mais importante do que nunca.

Nesse contexto adotar um sistema integrado de gestão, ou ERP como também é conhecido não é apenas garantir a eficiência do negócio, mas muitos casos podem significar a sobrevivência da empresa frente à concorrente cada vez mais acirrada.

Mas o que é um ERP?

ERP é a sigla do inglês para “Entrerprise Resource Planning” ou Planejamento de recursos empresariais numa tradição livre.

Esse nome é dado aos sistemas de informação que agem de forma integrada dentro da estrutura das empresas, onde as informações são alimentadas unificadamente e há toda uma cadeia de compartilhamento dos dados entre todos os departamentos.

Os sistemas ERP são uma evolução dos sistemas MRP criados nas décadas de 1970 e 1980 e hoje tornaram-se praticamente indispensáveis para empresas de todos os ramos e portes.

Nesse artigo vamos analisar as vantagens deles para as empresas e porque os empresários não podem se dar mais ao luxo de não ter uma solução destas em suas empresas.

Vamos a elas…

1) O ERP centraliza todas as informações da empresa

Esse item não é o número 1 à toa, afinal integração é a palavra-chave nos dias de hoje.

As empresas que não usam um ERP têm de usar diversos sistemas, planilhas e controles paralelos para tocar a operação de modo geral.

Imagine o pesadelo de ter um sistema para controle de estoques e emissão de vendas, um sistema para controlar o contas a pagar e receber um outro para fazer contabilidade?

Imagine ainda o uso de planilhas e fichas de papel paralelas?

Isso tudo vai causar uma série de problemas na empresa, tais como:

• Aumento do tempo gasto nos controles.
• Aumento de erros pela falta de números integrados.
• Perda de tempo e dificuldade na tomada de decisões pelos gestores.
• Possibilidade da prática de fraudes.
• Perda de eficiência geral da empresa, tanto na operação quanto nos lucros.
• Aumento dos índices de satisfação dos clientes.
• Dano à imagem da empresa de forma geral.

Uma empresa eficiente é como uma máquina perfeitamente calibrada.

Se cada responsável (cada peça) na operação não tiver as informações adequadas o desempenho vai ser prejudicado.

2) Diminuição de erros = ganho de eficiência

Nas empresas que utilizam um ERP, as entradas (inputs) de informação acontecem de forma unificada. Esse fato por si só reduz significativamente os erros.

Por exemplo, uma nota fiscal de compra, é dada entrada apenas uma vez pelo setor de estoque e a partir daí essa informação é compartilhada com outros departamentos cuja aquela informação é necessária, como o financeiro (a nota alimenta o contas a pagar) e o contábil (a NF precisa ser contabilizada).

Vamos fazer uma analogia.

Você está conversando com apenas uma pessoa, então você entende tudo o que ela diz, porém quando você está numa sala cheia de gente o ruído de várias conversas simultâneas prejudica o seu entendimento.

Essa é a palavra: Ruído.

O ERP elimina o ruído da entrada das informações e isso contribui enormemente para o ganho da eficiência da empresa.

3) Mais confiabilidade para tomada de decisões pela gestão da empresa

Se você está no comando, quer ter certeza que as decisões que está tomando são baseadas em informações confiáveis, certo?

É assim com o ERP, ele proporciona informações confiáveis para a tomada de decisões.

Isso acontece porque além de haver apenas um canal de entrada, a informação é filtrada e validada ao longo da operação.

Voltando ao exemplo da Nota Fiscal de compra, se o departamento que realizou sua inserção no ERP cometer algum engano, ao longo de “sua trajetória” dentro da empresa outros departamentos vão rapidamente identificar os eventuais erros e a partir daí o próprio time vai tratar das correções.

Isso seria muito difícil se essa mesma Nota Fiscal fosse inserida em diversos sistemas diferentes, que não conversassem entre si.

Essa integração torna as informações consistentes para que os gestores tomem as decisões com alto grau de confiabilidade.

4) Um ERP aumenta a produtividade

Pelas razões que já mencionamos, a adoção de um ERP diminui muito o retrabalho, pois os colaboradores não necessitam fazer múltiplas entradas das mesmas informações e não perdem tempo fazendo conferências de itens desnecessários.

Isso significa um aumento significativo da produtividade dos colaboradores.

A integração das informações faz essa mágica e o desempenho da empresa decola!

5) Um ERP especializado turbina o desempenho da empresa

Hoje existem centenas de ERP´s no mercado altamente especializados na atividade das empresas.

ERP para farmácias, para supermercados, para agroindústrias, para lojas de material de construção, para cartórios, para transportadoras, enfim, praticamente todas as atividades econômicas contam com uma solução de tecnologia especializada.

Isso é uma grande evolução, pois até meados dos anos 2000 ainda existiam muitos ERP’s genéricos, que até ajudavam as empresas, mas ainda desejam a desejar.

Hoje, com a alta especialização dos sistemas de gestão as empresas atingem um novo patamar de desempenho.

Esses softwares são produzidos e implantados por especialistas no ramo do cliente, então a conversa entre as partes acontece “na mesma língua”.

Um software de gestão especializado no ramo da empresa gera um salto de produtividade, desempenho e lucro, pois as funcionalidades são pensadas para aquela atividade.

Por exemplo, uma empresa que precisa lidar com pesagem, contará com um software integrado à balança, uma empresa que produz produtos controlados pelo governo, terá um software com um eficiente controle de lotes e assim por diante.

A especialização do ERP adequado à atividade da empresa proporciona um ganho de desempenho incalculável, a ponto de ser significante pela permanência da empresa no mercado (ou não, sem ele).

6) Segurança dos dados

Um sistema ERP ajuda as empresas a ter maior segurança aos dados da sua empresa, especialmente em dois aspectos.

Na operação do sistema em si, onde o gestor pode criar níveis de acesso e controlar quem pode visualizar e editar determinadas informações.

Isso garante que pessoas não autorizadas acessem informações sensíveis da operação.

O outro aspecto da proteção de dados é a consolidação das informações num banco de dados centralizado.

O banco de dados pode ser salvo através do backup na nuvem, mantendo todos os dados seguros e de fácil recuperação em caso de incidentes.

7) Facilidade de treinamento e entrosamento entre os colaboradores

Como nossa última dica a adoção de um ERP facilita o treinamento e o entrosamento dos novos funcionários.

Ainda que empresas pequenas isso talvez não seja tão sentindo, em empresas de maior porte e que tem filiais/unidades a adoção de um sistema de gestão “força” o uso de uma linguagem em comum entre os colaboradores.

Em vez de ter que treinar os novos funcionários em vários aplicativos, o treinamento ocorre em apenas um.

Além disso um colaborador veterano pode treinar um novato mesmo à distância, se houver essa necessidade.

Sem dúvida, um excelente ganho adicional.

Conclusão

É bem provável que a adoção de um sistema de gestão ERP tenha outras vantagens que não mencionamos aqui, mas o fato é que essa ferramenta se tornou a arma secreta das empresas mais eficazes do mercado.

Esperamos que estas informações tenham lhe ajudado a ter uma melhor compreensão sobre esse assunto.

Acompanhe nosso blog que sempre publicaremos mais materiais relacionados à gestão e organização das empresas.

Obrigado e até o próximo artigo!

Compartilhe

IRPJ: O que você precisa saber para manter sua empresa em dia

por Equipe de conteúdo

IRPJ é um dos mais importantes impostos que as empresas do Simples Nacional, Lucro Real e Lucro Presumidor recolhem

O Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) é um tributo federal cobrado de empresas e até podemos considerá-lo um “irmão” do IRPF, o Imposto de Renda Pessoa Física, que é cobrado das pessoas.

Tal qual, o IRPJ necessita o envio da declaração em prazo estabelecido pela Receita Federal, de acordo com os modelos de tributação a que pertence cada empresa.

Nesse artigo vamos analisar algumas particularidades desse imposto e o que normas as empresas precisam cumprir para não ficarem em débito com o “leão”.

O que é IRPJ?

O Imposto de Renda de forma geral é sem dúvida uma das maiores fontes de receita para o Governo Federal, tanto no que se refere às Pessoas Físicas (IRPF) quanto às Pessoas Jurídicas (IRPJ).

Estima-se que no primeiro trimestre de 2019, aproximadamente, 20,6% da arrecadação Federal veio somente através do IRPJ, ou seja, 1/5 das receitas federais, nada mau não?

O IRPJ assim como o IRPF é tributado sobre os lucros, de forma que as empresas e o cidadãos pagam a cada exercício (a cada ano civil) sobre as operações que resultaram em lucro.

Quem precisa contribuir com IRPJ?

A declaração do IRPJ (DIRPJ) envia ao Fisco Federal as informações sobre as movimentações contábeis e fiscais das empresas, comprovando o cumprimento dos deveres tributários enquanto Pessoa Jurídica.

O pagamento se dá por meio das guias DARF ou DAS, a depender do tipo de regime de tributação da empresa, gerados pela contabilidade dentro do período de apuração.

A contribuição do IRPJ é obrigatória para todas as empresas, porém as micro e pequenas empresas enquadradas no regime do Simples Nacional dispõe de um mecanismo que facilita a contribuição destas em relação às empresas do Lucro Presumido e do Lucro Real.

Vamos analisar esse ponto mais adiante.

O IRPJ e os modelos de tributação das empresas

O pagamento do IRPJ é disponibilizado em quatro modalidades diferentes, porém basicamente todas possuem a mesma alíquota de 15%, exceto as empresas pertencentes ao Simples Nacional.

Vamos analisá-las:

Simples Nacional

Como já mencionamos, as empresas que se utilizam do modelo de tributação do Simples realizam o pagamento do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica de forma simplificada, através da DAS (Documento de Arrecadação do Simples).

È importante salientar que o Simples Nacional tem várias regras de acordo com a atividade e faixa de faturamento das empresas, de modo que nem todas pagam o mesmo IRPJ.

Dessa forma o IRPJ já se encontra dentre os 8 impostos cobrados das empresas do Simples Nacional no recolhimento da DAS.

Lucro Real

Em geral as empresas do Lucro Real são aquelas de maior porte, sendo que é um regime de tributação obrigatório para empresas financeiras e montadoras de veículos por exemplo.

No Lucro Real a alíquota cobrada é de 15% sobre o lucro real total da empresa, ou seja, uma empresa obteve lucro de R$ 1 milhão num trimestre terá de pagar R$ 150 mil de IRPJ.

Mas ATENÇÃO: existe um adicional obrigatório de 10% sobre valor excedido, caso o lucro mensal exceda R$ 20.000,00.

Essa regra é muito importante e você deve verifca-la com seu contador.

Lucro Presumido

A modalidade de Lucro Presumido é permitida para empresas possuem um faturamento anual entre R$ 4 milhões e R$ 78 milhões e é paga trimestralmente.

Nesse modelo de tributação o “lucro” é “presumido” pelo governo, ou seja, existem tabelas que determinam um percentual de lucro automático das empresas enquadradas neste sistema (mesmo que ainda elas eventualmente venha a ter prejuízo).

Essas alíquotas podem variar de 1,6% a 32% do faturamento.

Em seguida, é então aplicada a alíquota de 15% e, assim como na tributação Lucro Real, pode haver um adicional de 10%, caso exceda o lucro superior a R$ 60.000,00 no trimestre.

O modelo de Lucro Real traz um volume de complexidade “intermediário” entre as empresas do Simples Nacional e as do Lucro Real, de modo que as empresas tem a vantagem de estimar seu lucro com base no faturamento.

Dessa forma elas não precisam apresentar uma contabilidade muito detalhada sobre como o valor foi obtido.

Veja nesse exemplo:

Um comércio varejista que tenha adotado o Lucro Presumido tem segundo a tabela do Governo, uma margem de lucro de 8% sobre sua receita.

Suponhamos que num trimestre essa empresa tenha um faturamento de R$ 500.000,00, logo seu lucro estimado será R$ 40.000,00.

Nessa lógica aplicando a alíquota de 15% sobre este valor, a empresa terá de recolher R$ 6.000,00 para o IRPJ (R$ 40.000,00 x 15%)

Lembra da regra do adicional de 10% que mecionamos antes?

Vamos ver como ficaria?

No trimestre seguinte esse varejo viu uma melhora significativa nas vendas e obteve u faturamento de R$ 800.000,00.

R$ 800.000,00 x 8% na tabela automática do governo representam um lucro presumido de R$ 64.000,00.

Como o lucro trimestral superou o teto de R$ 20.000,00 mensais (R$ 21.333,33 mais precisamente) aqui entra o adicional de 10% sobre o calculo do IRPJ, que ficará assim:
R$ 64.000,00 x 25% = R$ 16.000,00 a ser recolhido de IRPJ.

Então apesar de ser um sistema “relativamente descomplicado” é sempre bom que os empresários que aderiram ao Lucro Presumido estejam conversando com seus escritorios contábeis para verificar até onde esse modelo é vantajoso.

Períodos de Apuração do IRPJ

Apuração Anual

Somente as empresas optantes pela modalidade de Lucro Real podem optar pelo pagamento anual do IRPJ. Sendo assim, a apuração deve ser sempre em 31 de Dezembro do ano calendário.

Apuração Mensal

Essa opção é dada também somente às empresas optantes pela tributação Lucro Real.

O pagamento do IRPJ é efetuado mensalmente, sobre uma base de cálculo estimada, mas a empresa tem que optar formalmente por ele e isso acontece iniciando-se com o pagamento do imposto referente aos lucros do mês de janeiro, ou o primeiro mês de atividade, quando no caso de empresas recém abertas.

Apuração Trimestral

As empresas do Lucro Real que não quiserem fazer o recolhimento do IRPJ mensalmente tem a opção do recolhimento trimestral.

Esse formato também é permitdo às empresas do Presumido e são encerrados nas seguintes datas:

1º Trimestre – 31 de março
2º Trimestre – 30 de junho
3º Trimestre – 30 de setembro
4º Trimestre – 31 de dezembro

O IRPJ apurado trimestralmente pode ser pago até o último dia do mês subsequente ao encerramento do período de apuração, em quota única.

Como já analisamos num artigo anterior aqui no blog, em que tratamos dos regimes de tributação que as empresas podem aderir quando são abertas, frisamos que o IRPJ é um dos impostos mais complexos e digamos “decisivos” na hora de escolha do regime que a empresa vai adotar.

Isso porque ele incide sobre os lucros da empresa e portanto é muito importante que o empresário juntamente com sua assessoria contábil façam as simulações necessárias para avaliar qual regime adotar.

Além disso o cenário fiscal e econômico brasileiro é bastante dinâmico, portanto, mesmo que a empresa já esteja em funcionamento num determinado regime (Simples, Lucro Real ou Lucro Presumido) mas perceba que o seu crescimento ou as mudanças promovidas pelo governo impactem significativamente sobre os impostos recolhidos, uma alteração de regime deverá ser realizada se a essa necessidade for constatada.

Para o escritório contábil, se faz necessário a atenção constante sobre todos os cálculos e datas de apuração para gerar as guias corretamente e dentro do prazo, evitando multas e transtorno para a empresa.

O atraso ou não pagamento do IRPJ, podem até acabar encerrando as atividades.

Crítico não?

Sua empresa está em atividade?

Qual regime de tributação você escolheu para ela?

Está em dia com as obrigações e prazos?

Essa atenção aos detalhes é muito importante para sempre manter a regularidade fiscal e não gerar problemas para o crescimento do seu negócio a médio e longo prazo.

Essas informações te ajudaram? Esperamos que sim!

Acompanhe nosso blog que sempre publicaremos mais materiais relacionados à gestão e organização das empresas.

Obrigado e até a próxima!

Compartilhe

Regime tributário: Qual é o melhor para sua empresa?

por Equipe de conteúdo

A escolha do regime tributário é umas das decisões mais importantes que o empreendedor deve tomar na condução de sua empresa. Entenda nesse artigo quais são os modelos e como elas refletem no dia a dia do negócio.

O Regime tributário apesar de ser extremamente importante nem sempre é o primeiro ponto a ser analisado pelo empreendedor na hora de abrir a empresa.

Muitas escolhas são feitas antes, e é natural, afinal a criação de um negócio próprio é muitas vezes a realização de um sonho.

Porém essa é uma escolha que terá que ser tomada com bastante análise, cautela e claro, com a ajuda de um profissional contábil.

Nesse artigo vamos analisar os três tipos de regimes de tributação existentes no cenário fiscal do país e como eles impactam os negócios.

Considerações sobre o regime tributário brasileiro

O regime tributário é o conjunto de leis e normas que definem a forma como são calculados e recolhidos os impostos das empresas.

Dentre essas normas, uma das que mais influencia as empresas é a possibilidade de ao final de cada exercício (cada ano) alterar seu regime tributário vigente.

Essa “janela” que acontece todos os anos é uma oportunidade dada pelo fisco ao empresário para decidir manter seu regime tributário atual ou migrar para outro que julgue mais vantajoso.

Para tomar essa decisão o empresário deve analisar vários fatores como: A receita do período, a facilidade ou dificuldade em calcular os impostos no regime atual, o valor de impostos que vem pagando, etc.

Enfim, não se trata de uma mera análise fiscal, mas sim também estratégica, manter-se ou não no sistema de tributos atual.

Mas há um porém. Manter-se no regime tributário não vai depender somente da vontade do empreendedor, pois existem uma série de regras que deverão ser respeitadas.

Dentre elas as principais são o volume de faturamento da empresa e o ramo de atividade.

Ou seja, dependendo das condições, a mudança de regime de tributário pode ocorrer (ou não) por vontade do empresário, de acordo com sua análise estratégica, mas se houver uma vedação pelo fisco, o simples desejo de mudar de sistema não será possível.

Sejam quais forem as circunstâncias, esse é um movimento que tem que ser tomado com bastante análise e cautela pela empresa, pois pode impactar o resultado financeiro final do negócio.

Além disso dado o emaranhado de normas e a complexidade de calcular os diferentes cenários da empresa em cada regime, faz-se mais que necessário que o empresário conte com o apoio de um contador nesse momento.

Fica a dica!

Quais são os regimes tributários vigentes no país?

São três, a saber:

Simples Nacional:

É o regime de arrecadação de tributos, como o nome diz, mais simples dos três.

Ele foi criado em meados da década de 1990 pelo Governo com o objetivo de simplificar o pagamento de tributos, principalmente por parte das empresas pequenas e médias, como Microempresas (ME), Empresas de Pequeno Porte (EPP) e Microempreendedor Individual (MEI).

Para se enquadrar no Simples, a empresa deve ter receita bruta máxima de R$ 4,8 milhões no último ano-calendário e mínima de R$ 360.000,00, no caso das EPP’s. Para os ME’s, a receita deve ser igual ou inferior a R$ 360.000,00, e para os microempreendedores (MEI), o faturamento não pode ultrapassar os R$ 81.000,00 anuais.

A quase totalidade das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte aderem a ele.

O Simples passou por várias mudanças nos últimos anos, permitindo o ingresso de centenas de ramos de atividade e por isso hoje sua predominância “no mercado”.

No Simples todos os tributos são cobrados em uma única guia (DAS) e o valor é determinado pela atividade exercida.

Essa guia unificada, a DAS compreende o pagamento dos seguintes tributos: IRPJ – Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados, PIS – Programa de Integração Social, PASEP – Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, CPP – Contribuição Patronal Previdenciária, ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços e ISS – Imposto Sobre Serviços.

Anualmente as empresas devem apurar se ainda estão aptas a manter-se no regime do Simples ou se deverão deixa-lo (mudar para o Lucro Presumido ou Lucro Real).

Em geral o prazo para essa escolha é até o dia 31 de janeiro de cada ano, hipótese em que também podem aderir empresas que foram excluídas e empresas dos outros regimes (desde que cumpram os requisitos legais).

Lucro Presumido:

O LP, para os íntimos, é um formato de tributação mais complexo que o Simples Nacional, mesmo assim ele é permitido a todos os ramos de empresas (desde que não tenham uma receita maior que R$ 78 milhões por ano).

Nele, as apurações de IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) são baseadas em um percentual sobre a estimativo de lucro, ou seja, em uma receita bruta presumida, ou prevista.

Como o nome indica, ele se baseia na receita bruta “presumida” para calcular IRPJ e a CSLL, com percentual de margem pré definido por lei, dependendo do ramo de atividade da empresa.

O LP é como se diz popularmente, uma “faca de dois gumes”.

Se a empresa obter um lucro maior do que o previsto, pagará o imposto sobre a margem fixada previamente, ou seja, pagará menos.

Do outro lado porém, se obtiver um lucro menor, os tributos também serão calculados sobre a margem prevista, e nesse caso pagará a mais.

Para se enquadrar neste regime, a empresa precisa apresentar receita bruta total no último ano-calendário igual ou inferior a R$ 78 milhões.

Lucro Real:

O “LR” é sem dúvida o regime mais complexo dos três, mesmo assim também pode ser adotado por todas as empresas, até as iniciantes.

Geralmente, este é o regime adotado por grandes empresas, além de algumas cuja adesão é obrigatória, ou seja, alguns ramos de atividade são obrigados a se enquadrar no regime de Lucro Real de acordo com o Art. 14 da Lei 9.718.

Alguns exemplos são fabricantes de cerveja, fabricantes de motocicletas e automóveis, instituições bancárias, seguradoras e empresas cujo faturamento seja igual ou superior a R$ 78 milhões anuais.

A apuração do IRPJ e da Contribuição Social é feita diretamente sobre o Lucro Líquido da empresa, a partir do lucro apurado na escrituração contábil, ajustado conforme a legislação.

As empresas do Lucro Real calculam sua tributação com base no lucro líquido e podem optar pela incidência mensal ou trimestral.

No final do ano, é calculado o lucro real e descontado o que já foi pago mensalmente.

As vantagens do Lucro Real é que diferentemente do Lucro Presumido, os impostos são pagos somente sobre o resultado efetivo da empresa, de modo que ela não pague impostos a mais ou a menos “de forma automática”.

Sua óbvia desvantagem é a complexidade de cálculo, que obriga as empresas a terem departamentos contábeis muito bem estruturados a fim de apurar e recolher corretamente os tributos não incorrendo em risco de penalidades junto ao fisco.

Como definir o melhor regime tributário para a minha empresa?

Entender em detalhes as diferenças, vantagens e desvantagens de cada regime tributário é uma tarefa que exige muita atenção do empresário.

Cada empresa tem suas particularidades e funciona de um jeito.

Por exemplo, há muito tempo caiu por terra o mito de que o Simples Nacional é o melhor sistema para as empresas que estão começando.

Isso vai depender muito do ramo de atividade, do tipo de produto ou serviço que a empresas comercializa, do número de funcionários que possui.

O Lucro Real espanta as pequenas empresas, mas sem uma análise adequada você poderia mesmo descartá-lo para o seu negócio?

Além disso como mencionado anteriormente, a cada ano as empresas tem a oportunidade de mudar de regime tributário, ou seja, o que está funcionando em maio pode não estar mais funcionando em dezembro.

Por isso em todos esses casos, seja na abertura da empresa, seja durante o decorrer de sua vida, o empresário deve estudar a fundo os regimes do Simples, do Lucro Presumido e do Lucro

Real bem como contar sempre com uma assessoria contábil competente e estar constantemente analisando seu negócio.

A decisão de qual modelo de tributação terá um grande impacto nas diferentes fases do negócio.

Esperamos ter ajudado a esclarecer um pouco mais esse assunto ou pelo menos aguçado sua vontade de aprender mais.

Acompanhe nosso blog que sempre publicaremos mais materiais relacionados à gestão e organização das empresas.

Obrigado e até a próxima!

Compartilhe

Ponto de equilíbrio: O indicador chave de viabilidade das empresas

por Equipe de conteúdo

Ponto-de-equilibrio-break-even - Copia

O ponto de equilíbrio (também conhecido como break-even point) é uma daquelas expressões do mundo dos negócios que ainda assusta muita gente.

“Deus me livre! Eu não sei o que é isso não e nem quero saber, a minha empresa é muito pequena e enxuta, isso aí é coisa para multinacionais”.

Muitos empreendedores vão falar isso, mas o fato é que o ponto de equilíbrio é um indicador simples, mas vital para a sustentabilidade de qualquer negócio.

Nesse artigo vamos abordar os três tipos de ponto de equilíbrio:

• Financeiro
• Econômico
• Contábil

Vamos mostrar suas diferenças, como são calculados e a importância do empresário ter conhecimento desses indicadores para manter a saúde financeira da empresa, independentemente de seu porte e segmento de atuação.

Vamos começar com o…

Ponto de equilíbrio financeiro

Também conhecido como “PEF”, é o ponto onde a receita obtida com a margem de contribuição dos produtos vendidos iguala-se ao total das despesas fixas da empresa menos as depreciações e amortizações.

Nesse cenário há um empate, a empresa “zera” suas contas, não terá lucro, nem prejuízo.

Mas antes de calcular o PEF temos que saber qual é a margem de contribuição dos produtos.

Saber qual é a margem de contribuição será essencial para calcular o ponto de equilíbrio da empresa, até falamos sobre ela num artigo aqui no blog, leia mais aqui.

O que é margem de contribuição?

É mais simples do que parece, é o valor que sobra da venda de um produto depois de descontados seus custos fixos e variáveis.

É como se fosse o lucro bruto sobre cada produto vendido.

Dito isso vamos a um exemplo:

A empresa ABC vende um item, chamado produto X, a 200,00.

Seu custo total é de 100,00, sendo 80,00 do custo de aquisição (custo fixo) e 20,00 de custo variável (embalagem e comissão do vendedor, por exemplo).

Então: 200,00 – (80,00 + 20,00) = 100,00

Logo, nesse caso a margem de contribuição do Produto X é de 100,00, ou seja, é o que sobra de cada venda depois de descontados os custos.

Supondo que a empresa ABC tenha despesas fixas de R$ 25.000,00 (Aluguel, energia, telefone, internet, folha de pagamento, pró-labore, honorários contábeis, etc.) baseado apenas nas vendas do produto X, qual seria seu ponto de equilíbrio?

Ponto-de-equilibrio-financeiro

No nosso exemplo a empresa tem que vender 250 unidades do produto X para zerar suas despesas, o que for vendido a mais que essa quantidade representará efetivamente lucro.

Note que o ponto de equilíbrio financeiro leva em consideração apenas os desembolsos diretos a terceiros que a empresa realiza, ou seja, tudo o que sai efetivamente do seu caixa para pagar os fornecedores, colaboradores, etc.

Não é ideal que seja usado o tempo todo, pois ele não leva em conta gastos indiretos que a empresa possui, como depreciações e amortizações.

Estes apesar de não serem despesas cuja saída do caixa é direta, devem ser levados em consideração na estratégia de médio e longo prazo da empresa.

O empresário que ignorar essas despesas pode colocar a empresa em apuros em algum momento, mas vamos falar sobre isso no tópico sobre ponto de equilíbrio contábil.

Entende agora por que o ponto de equilibrio é vital para analisar a viabilidade de uma empresa?

Se o empresário não acreditar que vai conseguir vender a quantidade de itens naquele preço e com aquele custo, ele deve considerar seriamente abrir ou não a empresa.

Então resumindo, o ponto de equilíbrio financeiro visa mostrar qual terá que ser o volume mínimo de vendas para que a empresa honre suas despesas fixas.

Ponto de equilíbrio econômico

Essa segunda variante do ponto de equilíbrio por sua vez acrescenta o custo de oportunidade na conta.

Trata-se de uma correção monetária a ser considerada junto com as despesas fixas.

O raciocínio é o seguinte: Se o empresário não investisse na empresa, ele poderia aplicar o seu capital em um outro tipo investimento que rendesse 1% ao mês por exemplo?

Ou seja, a ideia é saber se é possível ganhar mais conduzindo uma empresa ou aplicando o dinheiro em algum outro investimento.

Vamos usar esse valor como exemplo: O empreendedor investiu R$ 200.000,00 na abertura da empresa e espera um retorno de 1% ao mês liquido, isso dá R$ 2.000,00 mensais.

O ponto de equilíbrio econômico considera esse valor adicional, de modo que o empreendimento só “empata” quando pagar as despesas e sobrar um valor compatível ao percentual que o dinheiro renderia aplicado em algo diferente.

O cálculo do indicador econômico é bastante parecido com o financeiro, veja:

Ponto-de-equilibrio-econômico

Ponto de equilíbrio contábil

Por último, mas não menos importante temos o indicador contábil.

Aqui na Unimake nós o consideramos o mais interessante e necessário de ser feito, pois ele mostra o cenário da empresa a médio e longo prazo.

Vamos explicar o porquê.

Todo mundo sabe que os ativos se depreciam.

Ativo é todo bem ou direito usado por uma empresa na sua atividade operacional.

Veja uma analogia: Seu carro, sua casa, seus objetos pessoais, eles se desgastam com o tempo e precisam ou ser reparados ou ser substituídos.

O que acontece quando você tem que trocar de carro?

Existem 4 opções:

A) Você tinha uma poupança para isso e compra um carro novo à vista;
B) Você financia um carro novo em longas prestações pagando juros;
C) Simplesmente não troca de carro, fica andando com o velho, mas passa a gastar muito com manutenção;
D) Abandona o carro e anda a pé.

Por que estamos falando isso?

Por que com as empresas é a mesma coisa.

Elas precisam dos seus ativos para manterem suas atividades operacionais e gerarem vendas e lucros.

Uma indústria precisa de suas máquinas, um escritório precisa de seus computadores e uma transportadora precisa de seus caminhões e assim por diante.

Se o empresário vive em função apenas do ponto de equilíbrio financeiro, ele só vai projetar os ganhos da empresa baseado no hoje e no agora, e vai ignorar as depreciações e amortizações, que são os lançamentos contábeis que preveem os gastos futuros com a renovação dos ativos.

Na hora de ter que fazer a reposição do ativo, caso a empresa que tinha reservas (opção A) repôs o bem à vista e ficou numa boa, com um ativo novinho em folha e sem um rombo no caixa.

Porém se não tinha reservas ela vai cair nas opções B, C e D.

A opção B é ruim, porque força a empresa a pagar juros (ou seja, diminuir seus lucros).

A opção C é pior ainda, porque a empresa vai ter que trabalhar com um carro velho sujeito a acidentes, atrasos nas entregas e altos custos de manutenção.

E a opção E é impensável, afinal toda a atividade da empresa se baseia nas entregas com um veículo próprio, sem isso a empresa quebra.

Mas o que são depreciações e amortizações?

Depreciação é um procedimento contábil que lança no balanço da empresa a previsão de desgaste de um ativo.

Por exemplo, contabilmente um veículo deprecia 20% ao ano de modo que contabilmente ele perde todo o seu valor em 5 anos.

Teoricamente ao final desse período a empresa tem que substitui-lo por um novo.

Isso significa que se o veículo foi comprado por R$ 100 mil, a depreciação média dele ao longo de 5 anos foi de R$ 20 mil por ano.

Esse valor teórico é que entra na conta do cálculo do ponto de equilíbrio contábil, pois apesar da empresa não ter gasto efetivamente esses R$ 20 mil todos os anos o empresário deveria ter feito uma reserva dele para a compra de um veículo novo.

A amortização é um procedimento parecido, mas funciona para a provisão de valores relacionados a ativos intangíveis, como licenças de programas de computador, patentes, etc.

Do mesmo modo, esses ativos vão perdendo o valor com o passar do tempo e em algum momento terão que ser substituídos, por isso a importância de uma provisão em caixa.

Vamos ver como o ponto de equilíbrio contábil é calculado?

Vamos usar o exemplo do veículo, digamos que o maior ativo da nossa empresa fictícia seja um pequeno caminhão de entregas, comprado no início do empreendimento por R$ 100 mil.

O empresário pretende trocá-la ao final de 5 anos, logo tem que prever uma reserva de R$ 20 mil por ano ou aproximadamente R$ 1.660,00 por mês.

Então nossa conta ficaria assim:

Ponto-de-equilibrio-contábil

Ah, mas se eu não fizer essas previsões que pregam no ponto de equilíbrio contábil, o que acontece?

Veja, como falamos anteriormente, não é “proibido” o empresário não prever as reservas com depreciações e amortizações na hora de calcular o ponto de equilíbrio da empresa.

Acontece que se não fizer isso, a médio e longo prazo a empresa pode se ver em apuros financeiros.

Por exemplo, pode ser que chegue na época de repor o ativo (Comprar um novo caminhão) e as taxas de juros do financiamento estão muito altas.

Significa que a empresa vai ter que vender o caminhão velho e emprestar dinheiro no mercado a juros caros, para repor o bem.

Isso vai apertar o caixa da empresa, que pode gerar efeitos em cascata.

Concorda que a empresa vai ter sua situação bastante aliviada se contar com uma reserva em caixa para repor seus ativos?

Nesse aspecto consideramos o ponto de equilíbrio contábil o indicador mais realista que existe, pois ele mostra de forma mais realista os gastos da empresa a médio prazo.

Conclusão

Saber se uma é viável ou não é absolutamente fundamental na hora de começar um empreendimento.

Sem essa conta pode ser que a empresa dê lucro no começo, mas com o passar do tempo ficará evidente que o negócio não se paga.

Agora que você entendeu a importância e sobre como calcular o ponto de equilíbrio, que tal praticar essa matemática na sua empresa?

Obrigado por nos acompanhar em mais esse artigo em nosso blog.

Esperamos que ele tenha lhe ajudado.

Acompanhe-nos por aqui e em nossas redes sociais que sempre publicaremos materiais sobre segurança digital e assuntos de interesse da gestão das empresas.

Obrigado e até a próxima!

Compartilhe

A importância da margem de contribuição no sucesso do negócio

por Equipe de conteúdo

Margem-de-contribuição

 

Margem de Contribuição de forma bem direta é um indicador financeiro capaz de mostrar se a receita de uma empresa é suficiente para pagar os custos e as despesas fixas e, ainda assim obter lucro.

Apesar da sua aparente simplicidade trata-se de uma informação fundamental para qualquer gestor, afinal se a empresa está vendendo, mas não está lucrando em algum momento a curto ou médio prazo vai acabar indo à falência.

Portanto calcular a margem de contribuição é uma ação absolutamente necessária que o empreendedor deve realizar regularmente para avaliar a saúde financeira de sua empresa.

Vamos lá então…

O que é margem de contribuição?

Também conhecida como ganho bruto, a margem de contribuição representa quanto do lucro da venda de cada item do estoque contribuirá para a empresa cobrir todos os seus custos e despesas e ainda gerar lucro.

Com base nisso, o empreendedor pode calcular a quantidade mínima de produtos precisará vender para cobrir os custos da operação.

Para chegar à margem de contribuição, usamos a fórmula desse indicador que é o valor das vendas, menos o valor dos custos e despesas variáveis:

Margem de Contribuição = Valor das Vendas – (Custos Variáveis + Despesas Variáveis)

Em dúvidas sobre a diferença entre custos e despesas? Leia nesse artigo: Custos e despesas, você sabe a diferença?

Vamos exemplificar:

Imagine que uma empresa planeja vender mensalmente 200 unidades de um determinado produto a R$ 100,00 cada unidade.

A empresa paga ao fornecedor desse produto R$ 38,00 por unidade e à cada venda realizada mais R$ 11,00 de custos variáveis são agregados.

Logo, nossa margem de contribuição nesse produto seria de:

Margem-de-contribuição

No caso acima. Significa que se a empresa vendesse e recebesse à vista as 200 unidades, a margem de contribuição com esse produto seria de R$ 10.200,00.

Opa, então a empresa teria no final do mês um lucro de R$ 10.200,00?

Calma, não é bem assim, devemos considerar as despesas fixas da empresa, afinal as contas que mantém a empresa tem que ser honradas.

Aluguel, folha de pagamento, telefone, internet, água, energia, salários, honorários contábeis, segurança, etc. são despesas que a empresa terá que pagar, e espera-se que os recursos para isso sejam obtidos com os lucros das vendas.

Por que calcular a margem de contribuição?

Continuando o exemplo acima, o empreendedor tem que avaliar se os R$ 10.200,00 gerados pela venda das 200 unidades serão suficientes para cobrir as despesas fixas citadas (Aluguel, salários, energia elétrica, etc.) mais o seu próprio pró-labore ou se esse valor é insuficiente para manter a empresa.

Em posse dessa informação e constatando que esse valor seja insuficiente o empresário tem que avaliar algumas saídas:

• Traçar uma estratégia mais agressiva para aumentar as vendas?
• Projetar um aumento do preço por cada unidade vendida?
• Negociar menor custo na aquisição da mercadoria junto ao fornecedor?
• Avaliar trocar o local da empresa em busca de um aluguel mais barato?
Aumentar o mix de produtos vendidos para maximizar as receitas/lucros?

Enfim, como dissemos no início desse artigo o exercício de calcular a margem de contribuição é fundamental para avaliar a viabilidade ou não do negócio.

Ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio, também conhecido como break even point é o ponto onde a empresa “zera” suas contas, ou seja, o total da receita obtida comas vendas é igual ao total dos custos e despesas.

A partir desse ponto, tudo o que a empresa vender a mais é lucro.

O ponto de equilíbrio é conhecido graças ao cálculo da margem de contribuição.

Cuidados ao calcular a margem de contribuição.

O empresário tem que fazer um levantamento bastante preciso das informações financeiras de sua empresa.

Conhecer com exatidão seus custos e despesas é fundamental para o correto cálculo da margem de contribuição e consequentemente o ponto de equilíbrio da empresa.

Além disso, todo empreendedor precavido deve sempre calcular uma margem de segurança em suas projeções, afinal é isso que elas são, projeções, e raramente elas se concretizam com 100% de certeza.

Se a margem de contribuição não é conhecida, a empresa pode estar tendo ótimas vendas, mesmo assim, dando prejuízo.

Margem de contribuição impacta na estratégia

Conhecer a margem de contribuição dos itens vendidos é fundamental para a estratégia da empresa como um todo.

Como abordamos antes no texto o empresário tem que ajustar a operação de acordo com os números analisados.

É matemática pura!

Haverá momentos em que se pode optar por vender mais com margens menores, ou vender menos com margens maiores, negociar descontos, enxugar custos, enfim exige que o empreendedor tenha grande conhecimento de sua empresa e do seu ramo de atividade.

Além disso o cálculo desse indicador permite ao empresário decidir se mantém produtos com baixa margem de contribuição no portifólio da empresa, por serem considerados produtos estratégicos ou no extremo oposto, encerrar as vendas desse produto, quando ficar contatado que não vale a pena mantê-los no estoque.

Conclusão

Manter com frequência o cálculo da margem de contribuição é um exercício fundamental na gestão da empresa.

Essa prática vai ajudar a empresa a traçar as melhores estratégicas e sempre estar atualizada em relação ao que acontece no seu ambiente interno e no próprio mercado, afinal o mundo ficou dinâmico demais.

Esperamos que nosso material possa ter lhe ajudado.

Obrigado por nos acompanhar em mais esse artigo em nosso blog.

Acompanhe-nos por aqui e em nossas redes sociais que sempre publicaremos materiais sobre segurança digital e assuntos de interesse da gestão das empresas.

Obrigado e até o próximo artigo!

Compartilhe

Rentabilidade e lucratividade, você sabe a importância delas para as empresas?

por Equipe de conteúdo

Rentabilidade-e-lucratividade

Ah! As empresas não vivem sem elas, a rentabilidade e lucratividade são o combustível de qualquer negócio.
Sem elas não tem como manter a empresa funcionando, mas você que é um empreendedor ou uma empreendedora que quer alçar voos cada vez mais altos no mundo dos negócios sabe diferenciá-las?

Saber isso é fundamental para analisar se a empresa está indo bem e quais ações devem ser tomadas caso esteja indo mal.

Fique conosco nesse artigo que vamos te explicar.

Rentabilidade e lucratividade: Qual a diferença?

Tratam-se de dois indicadores financeiros fundamentais para que o empreendedor se certifique se o negócio está tendo um bom desempenho.

Sabendo qual é a rentabilidade e a lucratividade o gestor pode tomar decisões, sejam corretivas caso as contas estejam indo mal ou para potencializar o negócio, caso estejam indo bem.

Vamos a elas.

Lucratividade

A lucratividade é um indicador que representa o quanto de lucro a empresa gera sobre o valor das vendas após a dedução de impostos e de outras despesas.

Ela é sempre demonstrada em formato percentual e é capaz de demonstrar a eficiência operacional do negócio.

A lucratividade mostra se o negócio é capaz de gerar lucro após a cobertura dos gastos e por meio dela o empreendedor pode tomar decisões em relação às vendas.

Imagine que a empresa terá “picos e vales” de vendas, de acordo com as épocas do ano, isso é muito comum em empresas que atuam em segmentos com sazonalidade.

Obtendo margens maiores a empresa pode acumular “gordura” para os meses de menor movimento.

A fórmula para calcular a lucratividade é:

Lucratividade = (lucro líquido / receita total) x 100

O lucro líquido é o que sobra das receitas após o desconto dos custos fixos, despesas variáveis e impostos.

Veja esse exemplo:

A empresa vende peças automotivas, no preço de venda dessas mercadorias está incluso o custo do item em si, custos da folha de pessoal, despesas fixas como aluguel, energia, telefone, etc. e os impostos.

A receita total será o montante obtido com a venda das peças num determinado período.

O lucro líquido será o valor que sobra da receita total após a dedução de todos os custos mencionados.

Se a empresa apurar um lucro líquido de R$ 15.400,00 sobre uma receita total de R$ 70.000,00 em um determinado mês, o índice de lucratividade será de 22%.

Isso significa que cada R$ 1,00 faturado no negócio, são gerados R$ 0,22 de lucro.

Mas e a Rentabilidade?

A rentabilidade é um indicador usado para avaliar se o investimento feito na empresa é bem-sucedido ou não.

Ela indica (também percentualmente) a parcela de retorno de determinado investimento feito no negócio.

Analisar a rentabilidade de uma empresa é fundamental principalmente em duas situações:

• Antes de iniciar a empresa, saber se ela gerará um retorno interessante a médio e longo prazo, que valha a pena o capital e o trabalho investidos, e;
• Com a empresa em funcionamento, avaliar se o retorno vale a pena em detrimento de outros investimentos (Abrir uma empresa em outro ramo ou investir o dinheiro no mercado financeiro, por exemplo).

A fórmula para calcular a rentabilidade é:

Rentabilidade = (lucro líquido / investimento total) x 100

Já mostramos como apurar o lucro líquido, o investimento total por sua vez é o montante que foi aplicado na empresa, desde sua abertura como reformas, aquisições de máquinas, equipamentos e veículos, compra de estoque inicial, etc.

Se para a abertura da empresa foram investidos R$ 200.000,00 e o lucro líquido mensal médio é de R$ 15.000,00, significa que a rentabilidade é de cerca de 7.5%.

Cabe ao empreendedor analisar se esse retorno é satisfatório em relação a outros tipos de investimentos, como por exemplo abrir uma empresa de outro segmento, vender a empresa e investir esse valor em fundos, ações, etc.

A lógica da rentabilidade é bem simples: O quanto eu lucro hoje sobre o que investi inicialmente vale a pena ou devo me desfazer do negócio e usar o dinheiro para outro investimento mais vantajoso?

Retorno do investimento

No exemplo que usamos acima, com um lucro líquido da ordem de R$ 15.000,00 o negócio se paga inteiramente é de aproximadamente 14 meses, ou seja, em nossa opinião um prazo excelente!

Grandes investimentos costumam levar até dezenas de anos para “se pagarem”.

Mas a percepção final sobre quanto tempo é um prazo interessante ou não para o investimento cabe ao empreendedor decidir, por isso que simulações de rentabilidade antes da abertura da empresa são tão importantes.

A fórmula para calcular o prazo de retorno do investimento é:

Prazo de retorno = investimento total / lucro líquido

A conta que fizemos para chegar nos 14 meses do nosso exemplo foi:

Prazo de retorno = 200.000,00 / 15.000,00
Prazo de retorno = 13,33 meses

Como lucratividade e rentabilidade se relacionam?

A rentabilidade e lucratividade são indicadores que devem ser analisados sempre juntos, afinal, a manutenção financeira de uma empresa depende da análise combinada de ambos.

Imagine a seguinte situação: Sua empresa pratica em geral uma lucratividade baixa sobre o valor unitário dos produtos vendidos, porém possui um altíssimo volume de vendas, de modo que o lucro líquido médio mensal seja extremamente interessante.

Essa situação ocorre comumente em empresas atacadistas, ou empresas de varejo que vendem itens populares.

Nesse cenário, se somente a lucratividade média fosse analisada, poderíamos chegar à conclusão de que a empresa é um mau negócio, porém quando olhamos para a rentabilidade, vemos que a empresa goza de uma excelente saúde financeira.

O contrário também poderia ser verdade, a empresa tem uma lucratividade média altíssima, mas dado o baixo volume de vendas apresentar uma péssima rentabilidade, o que no médio prazo poderia colocar em risco sua existência.

Como calcular a lucratividade e rentabilidade da sua empresa?

O melhor caminho para isso é através do uso da tecnologia.

Hoje uma empresa por menor que seja conta com certenas ou milhares de itens.

O empreendedor não teria tempo nem energia suficientes para calcular isso de forma manual com a frequência ideal.

Um bom software de gestão ERP nesses casos é a ferramenta certa.

Um ERP é capaz de armazenar e processar milhares de dados de vendas, obtendo assim facilmente a lucratividade e a rentabilidade do negócio.

Conclusão

Amigo leitor e amiga leitora, entende agora como a análise desses indicadores é essencial para o planejamento e manutenção do negócio?

O mundo está muito competitivo e dinâmico, não dá mais para conduzir uma empresa no achômetro.

Ter informações financeiras confiáveis e constantes do negócio é fundamental para uma gestão de excelência, afinal uma empresa indo na direção errada pode passar do “ponto sem retorno” para ser resgatada, ai é tarde demais.

Esperamos que nosso material possa ter lhe ajudado.

Obrigado por nos acompanhar em mais esse artigo em nosso blog.

Acompanhe-nos por aqui e em nossas redes sociais que sempre publicaremos materiais sobre segurança digital e assuntos de interesse da gestão das empresas.

Obrigado e até o próximo artigo!

Compartilhe

5 vantagens que a Business Intelligence vai trazer para sua empresa

por Equipe de conteúdo


Já falamos em outro artigo aqui no blog como os seres humanos são essencialmente visuais.

Prova disso sãos as placas de sinalização, as telas dos celulares e os programas de computador em geral que usam símbolos no lugar de palavras para ajudar as pessoas a se orientarem.

Isso acontece porque nosso cérebro é programado para realizar o menor esforço possível.

Imagine então o gestor de uma empresa tem que analisar todos os dias 50, 60 folhas de relatórios.

Nas quatro ou cinco primeiras folhas tudo bem, mas a capacidade de análise depois disso fica prejudicada.

São muitas informações para serem processadas, ainda mais que se contarmos isso como uma atividade diária, qualquer um enlouqueceria em pouco tempo.

Mas porque estamos falando isso para você?

Para mostrar as quatro vantagens que a Business Intelligence, a conhecida BI, vai trazer para sua empresa.

1) Descobrir coisas que não descobriria do modo convencional

Já pegando um gancho da parte onde falamos de o gestor ter que analisar 50 páginas de relatórios todos os dias.

É humanamente impossível alguém ler tudo isso e conseguir processar todas as informações.

Muita coisa vai “passar batida”, então o que a BI faz é sintetizar essa montanha de dados de forma visual.

Por exemplo, em vez de ver um relatório com 120 linhas de vendas, a BI mostra isso num belo gráfico mostrando por exemplo quanto cada vendedor vendeu num determinado período.

Supondo que o gestor queira comparar o desempenho dos vendedores em dois períodos distintos o que você acha que é mais fácil?

Revisar dois relatórios ou analisar dois gráficos?

Nós com certeza ficamos com os gráficos da BI!

Olha como seria no seu celular:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ponto é que a forma com que a BI consegue cruzar e demonstrar informações permite ao gestor uma visão muito mais nova, diferenciada e abrangente da empresa.

Coisas que não seriam facilmente identificáveis apenas pela conferência de relatórios.

2) Acelera a análise da empresa ou partes dela

“Linkado” diretamente com o que falamos no item 1, as análises apresentadas pela BI ajudam a analisar rapidamente as informações pois tudo vem construído visualmente.

São literalmente milhares de dados organizados graficamente que “digerem” muito mais facilmente a análise.

Dessa forma a identificação de pontos onde a empresa vai bem e pontos onde vai mal ganha muito mais agilidade e facilita a vida do gestor, que não gasta tempo nem desgasta a mente com análises extremamente volumosas de dados.

3) A BI aproveita os dados já existentes na empresa

Dizem que o mundo está hiper conectado.

Isso é absolutamente verdade com a Business Intelligence, pois um sistema com essa tecnologia usa os dados armazenados no sistema de gestão, o ERP, logo não há necessidade de alimentar o sistema de BI de forma redundante.

Tudo o que é necessário para gerar os gráficos já existe no banco de dados da empresa.

Isso é uma grande vantagem na hora de implantar e usar um sistema assim, pois gerar as informações novamente além de gerar uma carga extra de trabalho poderia comprometer a qualidade das informações em caso de erro.

Eventualmente algumas informações poderão ter que ser geradas de forma externa, mas isso não é problema também, pois um sistema de BI pode importar dados de várias fontes como planilhas de Excel e até mesmo registros gerados por máquinas.

Caso este interessante especialmente para indústrias.

4) Informações em tempo real e em qualquer lugar

Com a possibilidade de consulta de dados tanto pelo computador, em tablets e smartphones a BI resolve aqueles casos de ansiedade onde o empresário quer ver a qualquer momento e mesmo estando fora, como vão os números da empresa.

A geração de informações em tempo real é um dos grandes trunfos da BI, ainda mais que as tecnologias convergiram nos últimos anos permitindo que o acesso seja feito de celulares.

5) A Business Intelligence ajuda a corrigir rapidamente o rumo dos negócios

Digamos que aqui é mais um mérito do empresário, da empresária que usa as informações da Business Intelligence do que a ferramenta em si.

Mas é um fato, com o uso continuo da BI a direção da empresa terá muito mais agilidade do que se tivesse que analisar as informações da operação de modo convencional.

No mundo competitivo e veloz de hoje quanto mais cedo uma correção de curso for feita, mais chances a empresa terá de evitar que uma falha no negócio se torne um problema grande lá na frente.

Além disso as informações geradas pela BI ajudam a empresa a enxergar oportunidades que podem ser exploradas para o crescimento dos negócios.
Então em grande parte isso depende da proatividade do gestor.

Fica a dica!

E você já cogitou implantar um sistema de Business Intelligence na sua empresa?

Se ainda não, está na hora de pensar nisso.

Se tiver alguma dúvida entre em contato conosco que teremos grande satisfação em esclarecer.

Fique ligado em nosso blog que regularmente publicamos conteúdos sobre segurança digital e boas práticas de gestão para as empresas.

Obrigado pela leitura e até a próxima.

Compartilhe

Fluxo de caixa ajudar a guiar a gestão financeira das empresas

por Equipe de conteúdo

Fluxo de caixa empresas

Quando se fala de finanças, o cenário das empresas é muito agitado, são dezenas, centenas (e até mesmo milhares) de pagamentos e recebimentos feitos todos os dias.

Com esse entra e sai de dinheiro, o empresário deve ficar atento ao cenário de médio prazo da empresa, pois olhar somente o saldo disponível em caixa no momento é uma forma perigosa de gestão financeira.

Neste artigo vamos abordar a importância do monitoramento do fluxo de caixa nas empresas e como ele pode ser uma ferramenta de gestão que alavanca o crescimento dos negócios.

Conceito de um fluxo de caixa

O planejamento é um dos pilares das empresas de sucesso.

Sem planejamento, as empresas crescem até um certo ponto, mas depois conforme a operação fica grande, ela vai acabar enfrentando problemas.

Antecipar cenários é uma forma de planejar e é isso que o gerenciamento do fluxo de caixa faz.

Ele é uma ferramenta onde a empresa projeta seus recebimentos e pagamentos ao longo de um período, podendo assim ter uma visão antecipada do que acontecerá em seu cenário financeiro num futuro próximo.

Dessa forma a empresa pode se preparar e tomar decisões levando em conta a sobra ou falta de recursos que o fluxo de caixa mostrar.

Quando aplicado de forma séria na gestão, essa visão de curto e médio prazo das finanças guiará o empresário em suas decisões a partir dali.

Quais os benefícios do gerenciamento do fluxo de caixa

Quem dirige sabe o quão seria difícil andar por aí num carro sem o medidor de combustível.

Você pretende fazer uma viagem de 300 km, mas sem o medidor teria como saber se a quantidade de combustível daria pra chegar no destino?

Nessa metáfora se você não sabe quanto combustível tem, dificilmente vai saber se chegará ao destino.

Entende como falamos da importância do planejamento?

Com as finanças da empresa é a mesma coisa, hoje ela pode ter R$ 100 mil no caixa, mas amanhã poderá ter R$ 300,00.

O gerenciamento do fluxo de caixa serve como um medidor, para que a empresa consiga ver suas finanças num cenário mais longo.

Dessa forma o empreendedor consegue visualizar riscos e oportunidades à frente.

Exemplo prático do uso do fluxo de caixa

As empresas recebem e pagam contas todos os dias, esse intenso fluxo de entradas e saídas não é um bom termômetro para avaliar se o negócio vai bem ou mal.

Os negócios tem altos e baixos financeiros, há épocas de maiores vendas, épocas de baixa temporada e outros diversos fatores que fazem com que o caixa oscile o tempo todo.

Se as receitas constantes não são uma certeza, as despesas com certeza são!

Faça chuva ou faça sol a empresa terá que pagá-las, até escrevemos sobre isso no artigo anterior, quando abordamos sobre a necessidade da empresa manter um bom nível capital de giro.

Se quiser ler o que escrevemos sobre capital de giro clique aqui.

Voltando a falar das despesas, a empresa tem que honrá-las, do contrário manchará sua reputação, terá que arcar com juros e multas, vai ficar negativada, perderá fornecedores, funcionários e clientes e pode até mesmo fechar as portas.

Na nossa simulação imagine que a empresa terá de pagar no mês de dezembro o 13º salário dos colaboradores cujo montante será de R$ 100 mil.

Se em junho o empresário olhar para o extrato da conta e ver que o saldo é de R$ 110 mil isso significa que em dezembro a empresa terá dinheiro para honrar essa obrigação?

Não necessariamente, pois entre junho e dezembro muita coisa pode acontecer.

Pode ser que a empresa chegue no final do ano com R$ 500 mil em caixa ou com zero, se chegar com R$ 500 mil ótimo, mas e se chegar com zero?

O fluxo de caixa é uma ferramenta onde o empresário projeta todos os recebimentos e pagamentos da empresa num período, podem ser de seis meses, pode ser de um ano ou até mais.

Com esses dados alimentados o fluxo de caixa gera uma projeção financeira da empresa naquele período mostrando se é positiva ou não.

Voltando a falar do nosso exemplo, o fluxo de caixa será capaz de mostrar com grande precisão se a empresa vai chegar em dezembro com capacidade de pagamento do 13º ou não.

Com essa informação na mão o empresário pode tomar medidas preventivas, se forem necessárias, vamos falar delas.

Medidas preventivas

O fluxo de caixa é como uma “previsão do tempo” financeira.

O empreendedor olha para ele e vê as possíveis as fortalezas e dificuldades que a empresa poderá enfrentar pela frente.

Supondo que o empresário ao analisar o fluxo de caixa constatou que a projeção de recebimentos no final daquele ano tende a ser menor do que o normal.

Como exemplo de uma medida preventiva ele pode então ter que por em prática ações para que a empresa chegue no final do ano com sobra de caixa para honrar suas contas.

Que medidas preventivas seriam essas?

Redução de custos e aplicação financeira dos valores economizados para serem usados para o pagamento das despesas de fim de ano seria uma delas.

Promoção de produtos encalhados no estoque para fazer caixa seria outra.

Renegociação com fornecedores para obter descontos ou aumentar os prazos de pagamento também seria uma ideia.

Enfim o empresário tem que conhecer a fundo o seu negócio e saber explorar ao máximo as oportunidades de reduzir custos ou aumentar as receitas para atravessar os momentos de turbulência.

Quer outro exemplo de medida preventiva?

A empresa precisa fazer um investimento, como uma reforma por exemplo.

Após analisar o fluxo de caixa para os próximos 12 meses o empresário descobre que não terá saldo de caixa suficiente para cobrir as despesas da obra.

O que ele faz? Novamente, cabe ao empresário buscar saídas para obter os recursos necessários.

Usando o exemplo do carro sem medidor de combustível, começar a reforma da empresa sem a projeção de receitas suficientes para terminar a obra seria o mesmo que embarcar numa viagem e rezar pra gasolina dar até o final.

Entendeu o impacto do monitoramento do fluxo de caixa produz na gestão da empresa?

Vantagens do monitoramento do fluxo de caixa

Segundo o SEBRAE e nós assinamos embaixo, as maiores vantagens do monitoramento do fluxo de caixa no controle das finanças das empresas são:

• Prever, planejar e controlar entradas e saídas em um período determinado;
• Avaliar se o recebimento por vendas será suficiente para cobrir gastos assumidos e previstos;
• Antecipar decisões quanto à falta ou à sobra de dinheiro;
• Descobrir se a empresa está trabalhando com aperto ou folga financeira;
• Ter subsídios para ajustar o preço de venda para cima ou para baixo;
• Verificar a possibilidade de realizar promoções e liquidações;
• Confirmar se os recursos financeiros próprios serão suficientes para tocar o negócio ou se há necessidade de buscar empréstimos.

Como monitorar o fluxo de caixa?

Uma coisa é certa, o melhor método de se controlar o fluxo de caixa é através do uso da tecnologia. Vamos analisar algumas opções adequadas ao porte de cada empresa.

Microempresas

Empresas pequenas, com poucos volumes de receitas e despesas podem iniciar fazendo o fluxo de caixa através de uma planilha eletrônica.

Na internet existem vários modelos que são oferecidos gratuitamente, como no próprio site do Sebrae.

O controle consiste basicamente em lançar todas as receitas e despesas nas colunas com os meses do período que se quer analisar.

Mas atenção, são todas mesmo! A fidelidade da análise do fluxo de caixa depende da maior qualidade possível de informações que são inseridas.

A omissão de valores, mesmo que pequenos, ao longo do tempo gerará distorções.

A planilha então mostrará os valores positivos e negativos em cada mês e o saldo acumulado positivo ou negativo no final do período analisado.

O responsável por esse processo, seja um colaborador, seja o próprio empresário deve registrar todas as despesas e receitas as quais já tem certeza dos valores.

Por exemplo, se o valor do aluguel é de R$ 2 mil, então é certeza que será esse valor todos os meses dentro do período analisado.

Outro exemplo, se houve vendas parceladas no cartão, então é seguro afirmar com certeza que a empresa poderá contar com aqueles valores nos meses a seguir.

Mas você deve estar se perguntando: E os valores que eu não tenho certeza?

Esses não tem jeito, terão que ser lançados mediante estimativa.

Por exemplo, as vendas médias do mês de julho são X, e as vendas médias de agosto são Y, o gasto de energia elétrica é maior no verão do que no inverno.

Nessas situações o fluxo de caixa terá que ser alimentado com estimativas das receitas e das despesas variáveis, com base em estimativas de eventos passados.

Isso se aplica às despesas variáveis em geral, como telefone, publicidade, combustível, etc.

Sobretudo nessas horas vale o bom senso, o empresário deve procurar fornecer estimativas mais realistas possíveis, de modo que a análise do fluxo de caixa não seja extremamente pessimista nem otimista.

Em um dos casos acima as decisões tomadas com base no fluxo de caixa poderiam ser fatais para a empresa.

Pequenas, médias e grandes empresas

Quando analisamos o cenário financeiro de pequenas empresas “para cima” notamos que a planilha eletrônica já não dá mais conta do recado.

Uma coisa é lançar 10 valores no Excel, outra coisa bem diferente e mais complicada é fazer 200, 500 lançamentos.

Empresas que tem volumes de vendas e pagamento de contas em maior escala podem controlar o fluxo de caixa a partir do seu próprio sistema de gestão, o conhecido ERP.

As vantagens de usar o ERP para monitoramento do fluxo de caixa é que ele dispensa um monte de lançamentos manuais, pois alimenta o fluxo baseado nos registros do módulo de contas a receber e contas a pagar.

Dessa forma todos os lançamentos de despesas como contas, boletos e Notas Fiscais de fornecedores registrados no sistema de gestão são aproveitados no fluxo de caixa.

A mesma coisa acontece com as vendas realizadas, cuja projeção de recebimentos é lançada automaticamente no fluxo de caixa.

Ainda assim serão necessárias algumas projeções manuais, mas um bom ERP permite que seu módulo de fluxo de caixa seja flexível e permita ajustes desse tipo.

A qualidade das informações de um fluxo de caixa gerado dentro do ERP é de alta confiabilidade, permitindo ao empresário a tomada de decisões com grande precisao e confiabilidade.

BI também ajuda nas projeções

Empresas que tem módulos de Business Intelligence (BI) vinculados ao ERP também podem fazer uso da ferramenta para transformar seus fluxos de caixa em belos e informativos gráficos.

Vale a pena a experiência!

Se quiser saber mais sobre o uso de BI na sua empresa, leia este artigo.

Se convenceu sobre a importância do uso do fluxo de caixa na gestão financeira da empresa?

Como você tem tomado as decisões financeiras no seu negócio, com base no “achômetro” ou através de ferramentas profissionais?

Obrigado pela leitura.

Fique ligado em nosso blog que regularmente publicamos conteúdos de interesse da segurança digital e boas práticas de gestão para as empresas.

Até mais!

Compartilhe

Capital de giro: Qual sua importância para as empresas?

por Equipe de conteúdo

Capital-de-giro

O capital de giro é um daqueles temas empresariais que todo empreendedor deve dominar.

Sua importância para o negócio é imprescindível, afinal trata-se dos recursos financeiros essenciais para a empresa manter suas atividades.

As empresas mais bem sucedidas dominam de forma brilhante a gestão do capital de giro, em contrapartida outras acabam se descuidando e se veem em sérios apuros.

Quer saber mais sobre a importância do capital de giro? Acompanhe a gente nesse artigo.

Capital de giro: O que é?

Todas as empresas precisam dele, desde as micro até as multinacionais.

Num conceito bem simples o capital de giro é um montante de recursos financeiros que a empresa deve manter para pagar suas despesas do dia-a-dia.

Toda empresa tem custos e despesas que devem ser honrados para manter suas operações.

Desde o custo da matéria prima (fornecedores) passando por despesas operacionais como aluguel, energia elétrica, internet, folha de pagamento dos funcionários entre outras.

Ele é a reserva financeira que a empresa precisa manter em caixa para pagar essas despesas no intervalo em que aguarda receber de seus clientes.

Enfim, uma empresa só pode se manter, produzir, prestar serviços e atender seus clientes à base desses desembolsos, logo podemos usar uma metáfora para o capital de giro em que ele é o “oxigênio” que mantém a empresa viva.

Exemplos de uso do capital de giro

Inicialmente o capital de giro é formado pelo aporte inicial dos sócios, o “capital inicial” quando a empresa é fundada, mas com o tempo e a maturidade do negócio ele é alimentado pelas vendas.

Em geral é muito, muito comum, que a maior parte das empresas paguem seus fornecedores num prazo mais curto do que o prazo praticado nas vendas aos seus clientes.

Por exemplo, compra-se a mercadoria do fornecedor para pagar em 2 vezes (30 e 60 dias), mas vende-a para o cliente para receber em 4 vezes (o famoso 30, 60, 90 e 120 dias).

Isso significa que a empresa tem que honrar com recursos próprio a compra em 2 meses, mas levará 4 meses para receber a venda.

Existe ai uma lacuna de 2 meses que terá que ser coberta de alguma forma, afinal nesse intervalo as despesas operacionais que mencionamos antes terão de ser pagas, bem como o próprio fornecedor de quem a compra foi feita.

A empresa usa então de suas reservas (o capital de giro em si) para quitá-las.

Entende como essa reserva é vital?

A grosso modo seria o mesmo que uma poupança que uma pessoa física faz para superar tempos de adversidades.

Outro exemplo relevante do uso do capital de giro são as empresas que enfrentam sazonalidade nas vendas.

Empresas que tem o pico de vendas no verão, mas passam os meses mais frios com a vendas em baixa são exemplos.

Para essas, o capital de giro é praticamente uma questão de vida ou morte pois há casos em que as vendas podem despencar 90% fora da temporada.

Riscos para as empresas que não mantém um controle financeiro eficaz

Para se manter aberta uma empresa enfrenta muitos desafios: Possuir produtos e serviços de qualidade, prestar um bom atendimento aos clientes, manter a saúde financeira e muitos outros.

Como nosso artigo tem o foco no aspecto financeiro da operação, vamos analisar os riscos que as empresas descontroladas podem sofrer.

Se a empresa descuida de sua gestão financeira, tendo um ou mais de um destes comportamentos, tais como:

• Pagar fornecedores em prazos muito curtos, mas sem desconto.
• Praticar vendas com prazos muito longos.
• Ter uma carteira grande de clientes inadimplentes.
• Manter custos fixos muito altos.
• Praticar margens de lucro muito baixas.
• Fazer grandes investimentos sem planejamento (como uma reforma por exemplo).

É quase certo que passará por dificuldades.

Essas práticas, isoladas ou em conjunto, drenam a rentabilidade e o capital de giro do negócio.

Para analisar quão grave seria isso podemos imaginar 3 cenários hipotéticos, como por exemplo uma queda abrupta nas vendas, um aumento radical dos custos de matéria prima ou um grave incidente (um incêndio ou uma enchente), poderiam colocar a empresa numa situação difícil tal que poderia mesmo decretar sua falência.

Logo o empresário deve manter uma postura de vigilância constante em relação ao controle financeiro da empresa, e o capital de giro é um dos componentes principais nessa gestão.

Reflexos positivos da sobra e aspectos negativos da falta dele

A abundância e a escassez são eventos que acompanham os seres humanos ao longo de sua historia.

No cenário empresarial isso também acontece com o capital de giro.

Analisando os aspectos positivos de uma boa sobra de reservas podemos elencar:

• Obtenção de descontos nas compras à vista de mercadorias e matérias primas juntos aos fornecedores.
• Rendimento de juros em aplicações financeiras do dinheiro excedente.
• Pagamento de salários, despesas e impostos em dia.
• Bom score de crédito junto aos bancos.
• Boa reputação entre os fornecedores, funcionários e parceiros em geral.

Do lado oposto as empresas com falta de reservas “penam” na condução do negócio, sofrendo de:

• Pagamento de juros por atraso nas contas.
• Negativação em órgãos de crédito e governo.
• Pagamento de preços mais caros junto aos fornecedores devido ao mau histórico.
• Pagamento de salários e contas atrasadas.
• Score de crédito bancário ruim.
• Má reputação na praça.

Financiar o capital de giro não é uma boa ideia

Num caso de extrema necessidade a empresa pode até recorrer ao financiamento do capital de giro, mas essa prática feita reiteradamente pode decretar o fim de uma empresa.

Analise bem, os bancos cobram taxas de 2%, 3% ou mais ao mês.

A curto prazo pode ser até saudável, pois ajuda a oxigenar o caixa da empresa em momentos de crescimento e aceleração do negócio, mas a longo prazo isso reduz a lucratividade da empresa.

Viver na dependência de financiamento bancário do capital de giro é uma fórmula que tende a matar a empresa em pouco tempo.

Como acompanhar e controlar o capital de giro?

A empresa deve fazer uso de um software de gestão (ERP) para manter o controle rígido de suas finanças.

Um software ERP facilita essa atividade, pois processa as contas a pagar, diretamente através das entradas de mercadorias, processa as contas a receber, diretamente através das vendas e processa as reservas, através dos saldos de caixa e bancos.

Além disso um bom software ERP fornece um módulo de fluxo de caixa onde a empresa pode projetar seus recebimentos e pagamentos a médio prazo (um ano por exemplo) o que permite ao

empreendedor analisar um horizonte mais longo do seu negócio.

Enfim o uso de um sistema ERP aliado a um módulo de fluxo de caixa permite dar mais previsibilidade à operação.

Como reduzir a necessidade de capital de giro?

As formas mais diretas de redução da necessidade de capital de giro são negociar prazos maiores com fornecedores, bem como obter descontos nas compras; reduzir o prazo dos parcelamentos nas vendas a crediário para clientes e manter os custos fixos baixos.

Essas três medidas se tomadas em conjunto conseguirão dar muito mais fôlego financeiro à empresa.

E sua empresa, como vem conduzindo a politica de capital de giro?

Lembre-se, com as finanças empresariais todo cuidado é pouco, mantenha uma postura de vigilância constante, faça uso de boas ferramentas de gestão, cultive bem a sua equipe e você verá sua

empresa crescendo constantemente.

Gostou dessas dicas?

Esperamos que sim, fique ligado em nosso blog que regularmente publicamos conteúdos de interesse da segurança digital e boas práticas de gestão para as empresas.

Obrigado pela leitura e até mais!

Compartilhe